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CC Summit 2019: nossa 1ª participação como novo capítulo brasileiro


Por   /  28 de junho de 2019  /  Sem comentários

por Mariana Valente, coordenadora do CC Brasil

Entre 9 e 11 de maio de 2019, aconteceu em Lisboa o encontro internacional do Creative Commons. É um evento que vem ocorrendo anualmente, e que reúne os capítulos do CC pelo mundo, mas também outras pessoas envolvidas de diferentes formas com o conhecimento e a cultura livre. Foi o primeiro encontro que ocorreu com a Global Network já devidamente instalada, ou seja, o órgão de representação dos capítulos que deve, cada vez mais, assumir a gestão global da rede Creative Commons, como explicamos neste texto, sobre a nova governança da rede CC.

Foto: Sebastiaan Ter Burg. CC BY 2.0

O encontro é organizado em torno de palestras, painéis e workshops, além de eventos sociais. Este ano, tivemos uma brasileira como keynote, na abertura do evento: Adele Vrana, do projeto Whose Knowledge?, falando sobre diversidade e colonialidade no conhecimento.

Foto: Sebastiaan Ter Burg. CC BY 2.0

O CC Summit é uma grande oportunidade de atualização sobre mudanças nas políticas de direito autoral pelo mundo, projetos sendo tocados em conjunto por membros do CC, e tendências e evoluções na rede como um todo. Como participante de vários dos encontros desde 2012, observo algumas tendências recentes: o destaque de sessões sobre gênero e diversidade racial, cultural e regional no movimento de Commons; particularidades de regiões e do sul global nas discussões; e novas formas de se enxergar como movimento e de engajar novas pessoas e comunidades, a partir de uma perspectiva de que a missão do projeto passa por transformações conforme o mundo, e em especial a internet, passam também por transformações.

Cartaz da festa de encerramento do CC Summit. Arte de João Pombeiro com imagens portuguesas em domínio público

A rede global do Creative Commons engaja-se em projetos de diferentes tipos. Alguns membros estão desenvolvendo juntos o CC Certificate, uma formação sobre licenças e práticas abertas que já está sendo oferecida desde 2018 (no segundo semestre devem ser divulgadas as informações sobre o oferecimento para 2020). Alguns membros europeus atuaram intensamente em defender o conhecimento livre no recente processo de reforma do direito autoral na Europa, e estiveram falando sobre seus sucessos e fracassos em diferentes sessões. Um conjunto de membros apresentou a iniciativa Public Domain Awareness, que está em fase de desenvolvimento e visa pensar ações para valorizar o domínio público, o conhecimento e o acesso dele pelo público. Em outras sessões, grupos apresentaram seus projetos e políticas de conhecimento livre. Foi o caso, por exemplo, de representantes da Fiocruz, do Brasil, que apresentaram os resultados até o momento do processo que estão conduzindo por uma política de ciência aberta para a instituição.

 

Reunião de coordenadores de capítulo e do Global Network Council

Também se realizou, no Summit, uma reunião de líderes de capítulo e membros do GNC (Global Network Council), para discussão do que vem e o que não vem funcionando na nova estratégia, e do que os capítulos precisam para funcionar melhor. Como coordenadora do CC Brasil e sua representante no GNC, relatei as últimas ações e como os primeiros meses de um capítulo na nova governança foram ricos em mostrar que projetos e comunidades de conhecimento livre estão muito vivas no Brasil, e que o CC pode ser um projeto de coordenação entre esses grupos, e de oferecimento de suportes específicos e conexão com o restante da rede CC.

Conversamos sobre a necessidade que temos, como capítulos, de ferramentas como e-mails institucionais e repositórios de materiais educativos já existentes, e de suporte ou compartilhamento de de técnicas de gestão de voluntários. Falamos também sobre como o processo de aceitação de novos membros está demorado e precisa ser melhorado, e de como precisamos pensar em formas de obter fundos para nossas atividades, já que na nova estrutura de governança não há organizações que se responsabilizam pelo capítulo local. Como levantar fundos com uma estruturação em rede? Muitas pessoas falaram também sobre a necessidade de conhecimento jurídico dentro dos capítulos. Conhecemos mais uns aos outros, e conectamo-nos regionalmente e globalmente.

Foto: Sebaastian Ter Burg, CC BY 2.0.

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