Em Saúde e Cuidados Pessoais, que registrou 0,66% de variação e 0,08 p.p. de impacto no índice, sobressaem os itens higiene pessoal (de -0,49% em setembro para 1,50% em outubro) e o plano de saúde (de 0,81% em setembro para 0,75% em outubro). Este último reflete a apropriação da fração mensal dos reajustes a serem aplicados nos planos individuais antigos – aqueles com contratos vigentes anteriores a 1999. O resultado contempla a fração mensal do reajuste, descontando a variação apropriada nos meses de julho a setembro.

Na Habitação (0,15%), a variação de 0,08% no item taxa de água e esgoto reflete o reajuste de 9,98%, em Belém (5,56%), em vigor desde 1º de setembro. Já no item gás encanado (1,26%) a variação contempla o reajuste de 14,89% nas tarifas em Curitiba (14,89%), a partir de 14 de setembro. Ainda no grupo Habitação, o item energia elétrica apresentou variação de -0,08% em outubro, frente a taxa de 0,34% de setembro.

Quanto aos índices regionais, todas as áreas pesquisadas apresentaram aceleração no nível de preços de setembro para outubro, conforme pode ser observado na tabela a seguir. A região metropolitana de Pernambuco (0,35%) apresentou o menor resultado, em razão da queda de 2,33% registrada na energia elétrica. O maior resultado foi na região metropolitana de Porto Alegre (0,91%) influenciado pela gasolina (4,50%).

IPCA-15 – Regiões    
Região  Peso Regional (%) Variação
Mensal (%)
 Variação
acumulada (%) 
Setembro Outubro Ano  12 meses 
Porto Alegre 8,40 0,05 0,91 4,57 5,51
Curitiba 7,79 0,18 0,78 3,97 4,13
Salvador 7,35 -0,42 0,75 3,77 3,64
Brasília 3,46 0,36 0,65 3,13 4,26
Goiânia 4,44 0,53 0,59 3,10 5,36
São Paulo 31,68 0,16 0,58 4,16 5,20
Fortaleza 3,49 -0,03 0,57 2,94 3,13
Belém 4,65 0,07 0,50 2,19 2,35
Rio de Janeiro 12,46 0,02 0,42 3,95 4,61
Belo Horizonte 11,23 0,18 0,40 4,12 4,42
Recife 5,05 -0,21 0,35 2,94 3,39
Brasil 100,00 0,09 0,58 3,83 4,53
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema. Nacional de Índices de Preços ao Consumidor.

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 14 de setembro a 11 de outubro de 2018 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 14 de agosto a 13 de setembro de 2018 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.


Fonte: IBGE