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Ibovespa cai mais de 1% com coronavírus e dólar vira para queda após anúncio de leilão de swap


Por   /  13 de fevereiro de 2020  /  Sem comentários

SÃO PAULO – O Ibovespa opera em forte queda nesta quinta-feira (13) pressionado pela reviravolta no noticiário sobre o coronavírus. O governo da China informou hoje que detectou 15.152 novos casos, com 254 mortes nas últimas 24 horas (o dobro em relação ao dia anterior) e todos na província de Hubei. Agora, o total de infectados é 59.804 e 1.367 é o número de mortos na China.

Segundo o governo chinês, os laboratórios mudaram o método de exames de diagnose para scanner CT. Assim, leva apenas horas para confirmar os casos, ao contrário do que ocorria com o método anterior de exames com ácido nucleico, que demorava dias para trazer um resultado. Por isso, de acordo com o governo chinês, houve a rápida escalada no número de casos em Hubei.

Os números provocaram pânico nos mercados e aparentemente contradizem declarações de funcionários do Ministério da Saúde chinês, que ontem sugeriram que o surto acabaria completamente até abril.

Às 10h39 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava perdas de 1,34%, a 115.181 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial cai 0,22% a R$ 4,3405 na compra e a R$ 4,3412 na venda, após chegar a superar os R$ 4,38 no início da sessão em meio à tensão com o coronavírus e as falas de Paulo Guedes, ministro da Economia. O dólar futuro com vencimento em março virou para queda de 0,34%, para R$ 4,343 depois do Banco Central realizar um leilão de 20 mil contratos de swap cambial.

O BC colocou 7.600 contratos de swap reverso para agosto de 2020, outros 2.100 contratos de swap reverso para outubro de 2020 e mais 10.300 contratos para dezembro de 2020.

Embora tanto Guedes quanto o presidente do BC, Roberto Campos Neto, tenham sinalizado que não se atuaria no câmbio, o leilão de hoje foi feito quando o dólar quebrava novo recorde intradiário. “O mercado tem que entender que atuação no câmbio à vista no último trimestre foi pontual, por causa da escassez de dólar à vista que se tem no período”, disse Italo Abucater, gerente de câmbio da Tullett Prebon à Bloomberg.

Também à agência de notícias, Gilmar Alves Lima, economista do BMG, disse que essas intervenções não significam que o governo trabalhe com um teto para o câmbio. “Parece que o BC viu um descompasso de oferta e demanda, e entrou com swap para prover mercado em derivativos”, argumentou.

Já os contratos de juros futuros registram alta. O contrato com vencimento em janeiro de 2022 registra ganhos de sete pontos-base, a 4,85%, enquanto o de vencimento em janeiro de 2023 avança também sete pontos-base, a 5,43%, seguido pela alta de seis pontos-base do vencimento em janeiro de 2025, a 6,09%.

Entre os indicadores, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma queda de 0,4% no setor de serviços em dezembro na comparação com novembro. Na base anual, houve um crescimento de 1,6%, acima da expectativa mediana dos economistas compilada no consenso Bloomberg, que apontava para avanço de 1,5%.

No acumulado do ano, o volume de serviços expandiu 1,0%, interrompendo sequência de 4 anos sem crescimento: 2015 (-3,6%), 2016 (-5,0%), 2017 (-2,8%) e 2018 (0,0%).

Dólar alto

O dólar fechou ontem na maior cotação nominal da história recente do país (desde 1994), a R$ 4,35, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, achou que o movimento é “positivo”. Guedes afirmou que a cotação alta é “boa para todo mundo” e que o dólar mais barato prejudicava as exportações.

A moeda americana está fortalecida não apenas frente ao Real, mas a todas as moedas de países emergentes e também dos países desenvolvidos, como Euro, Libra e Franco suíço.

Guedes mais uma vez citou a mudança de mix entre câmbio e juros no País. “É melhor termos juros a 4% e câmbio a R$ 4,00, do que câmbio a R$ 1,80 e juros de 14%, nas alturas”, repetiu. “O câmbio não está nervoso, mudou para R$ 4,00. O modelo não é juro na lua e câmbio baixo, desindustrializando o Brasil”, acrescentou.

“O câmbio é flutuante” e faz parte do conjunto de políticas adotadas pelo Banco Central, que ainda inclui ainda o uso da taxa de juros na política monetária e ações macroprudenciais para estabilidade financeira, disse o presidente do BC, Roberto Campos Neto, quando perguntado sobre as declarações do ministro da Economia.

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