Para o café canephora, mais conhecido como conillon, a produção estimada, de 914,0 mil toneladas, ou 15,2 milhões de sacas de 60 kg, não apresentou variação em relação ao mês anterior. Contudo, em relação a 2018, encontra-se 1,6% maior. A estimativa da produção capixaba foi de 606,9 mil toneladas, ou 10,1 milhões de sacas de 60 kg. O Estado é responsável por 66,4% da produção nacional. A estimativa das produções de Rondônia e Bahia foram de 143,7 e 129,6 mil toneladas, ou 2,4 e 2,2 milhões de sacas de 60 kg, respectivamente. Juntos, esses três estados devem responder por 96,3% da produção brasileira de café conillon em 2019.

Vale ressaltar a melhoria da qualidade do café produzido pelo Brasil, fruto dos esforços dos produtores, cada vez mais conscientes da necessidade da agregação de valor à sua produção. Os produtores estão apreensivos com os preços do produto que, em função da grande oferta no mercado, têm registrado valores abaixo do necessário para cumprir com os compromissos assumidos com as lavouras.        

CANA-DE-AÇÚCAR – A estimativa da produção brasileira foi de 677,0 milhões de toneladas, um crescimento de 1,8% em relação ao mês anterior. O retorno das chuvas em algumas regiões, tem proporcionado a recuperação dos canaviais, principalmente aqueles que serão colhidos no terço final da safra, com isso, aguarda-se uma melhora de 2,3% no rendimento médio das lavouras.

Responsável por mais da metade da cana produzida no País, São Paulo aumentou sua estimativa de produção em 2,0%, refletindo o crescimento da produtividade que tem sido favorecida pelo clima e pela adoção de novas técnicas como o revezamento de culturas, com o milho, que acaba protegendo o solo no período de renovação do canavial. Na Região Centro Oeste, Mato Grosso e Goiás elevaram suas estimativas de produção em 3,6% e 5,0%, respectivamente. Na Região Nordeste, Alagoas e Maranhão também apresentaram melhorias no rendimento médio das lavouras, de 16,9% e 3,9%, respectivamente. Em relação a 2018, a estimativa da produção apresenta crescimento de 0,4.

FEIJÃO (em grão) – A produção estimada, considerando-se as três safras do produto, foi de 3,1 milhões de toneladas, aumento de 4,3% em relação ao mês anterior. Em relação à safra de 2018, a produção total de feijão deverá crescer 3,1%. A 1ª safra de feijão foi estimada em 1,4 milhão de toneladas, um aumento de 8,7% na produção frente à estimativa de fevereiro, o que representa 109,2 mil toneladas. Destaques para a Bahia, com alta de 85,0% (84.360 toneladas) e para o Ceará, com alta de 34,3% na produção.

A comparação anual para a 1ª safra mostra uma redução de 9,7% na estimativa de produção. Diversos estados produtores reduziram suas estimativas, entre eles: São Paulo (-36,1%), Paraná (-19,4%) e Goiás (-29,7%). Preços pouco compensadores do feijão, além da concorrência com a soja, pelas áreas disponíveis, desestimularam os produtores a investirem nas lavouras de primeira safra. Além disso, no Paraná as lavouras sofreram os efeitos da falta de chuvas e das elevadas temperaturas de novembro e dezembro. 

A 2ª safra de feijão foi estimada em março com um aumento de 7,2% (85.172 toneladas) frente a fevereiro. A Bahia, que foi o maior responsável por esse resultado, teve um aumento de 66,1% na estimativa de produção, o que representou 59.208 toneladas a mais. O Paraná estimou um crescimento de 9,1% na produção. Minas Gerais estimou um aumento de 13,3% na sua estimativa de produção. Esses estados devem produzir 436,1 e 176,0 mil toneladas nesta época.

Até o presente momento, o clima vem possibilitando adequado desenvolvimento das lavouras da segunda safra nos principais estados produtores. Em relação a 2018, a estimativa de produção da 2ª safra encontra-se 25,8% maior. A Região Nordeste teve influência nesse resultado, com altas na estimativa de produção de Pernambuco (44,3%), Alagoas (152,0%), Ceará (35,4%) e Bahia (478,5%). O Paraná também foi importante, prevendo um aumento de 58,6% na produção. Em 2018, as lavouras paranaenses foram afetadas por problemas climáticos.

Para a 3ª safra de feijão, a estimativa de colheita é de 436,1 mil toneladas, redução de 13,3% em relação à estimativa de fevereiro, o que representou 66.743 toneladas a menos. São Paulo é o estado com maior influência nesse resultado, pois, as estimativas indicam diminuição de 68,8% na estimativa de produção, o que representou 64.608 toneladas. Goiás também informou uma diminuição de 4,7% na estimativa de produção. A estimativa para a 3ª safra de feijão é 4,5% inferior à de 2018. Alguns estados têm reduzido a área nessa safra de feijão, em cumprimento ao vazio sanitário, implementados em alguns estados antes do plantio da soja.