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Afinal, o que distancia as fintechs dos bancos tradicionais?


Por   /  1 de dezembro de 2019  /  Sem comentários

Fintechs crescem na contramão dos bancos tradicionais. Com foco no cliente e na desburocratização do sistema, bancos digitais e startups que oferecem serviços financeiros estão conquistando clientes e ameaçam os bancos que não aceleram suas transformações digitais.

Durante o Case 2019, evento de startups realizado pela Abstartups, na última quinta-feira (28), representantes das fintechs Stone, Nubank e Creditas debateram o cenário das fintechs no Brasil em um painel mediado por Renata Zanuto, co-head do Cubo plataforma de empreendedores e co-working do Banco Itaú.

Zanuto questionou quais estratégias foram adotadas pelas fintechs para diminuir a burocracia do sistema financeiro, como anda o movimento de open banking e afinal, o que as startups fazem de diferente dos bancos tradicionais?

Na visão de Bernardo Carneiro, sócio diretor da Stone Pagamentos, os bancos tradicionais não são eficientes na prestação de serviços financeiros, principalmente com empreendedores brasileiros, com cobranças caras e sem transparência. Ele diz que a principal estratégia na Stone foi “fazer a indústria rodar diferente” segmentando o negócio, dando autonomia para cada operação da empresa trabalhar.

“A expectativa do open banking ainda é muito grande. A descentralização e o poder de escolha, com isso o cliente tem opção. Alguns mercados são mais centralizados, pois eles foram educados para ser assim. Ter a opção de ser atendido, ter a conta em um lugar, investir em outro e ter o cartão de crédito em outro banco, isso é open banking”, comentou Carneiro sobre o sistema financeiro ainda muito burocrático que o movimento open banking pretende melhorar.

Sergio Furio, CEO da Creditas, argumentou que a baixa qualidade oferecida pelas empresas bancárias, taxas de juros muito altas e pouco interesse em servir o cliente fez com que as fintechs crescessem em quantidade de clientes muito rapidamente. O executivo explica que a Creditas investiu com forte presença em comunicação com objetivo de entender o consumidor, um caminho que, em sua opinião, é inverso ao tomado pelos bancos tradicionais.

“Estamos pensando em modelos offline. Para oferecer um investimento, por que não convidar o cliente para tomar um café? Nosso objetivo é fazer um atendimento muito mais envolvente”, explica Furio que acredita que os bancos digitais devem ser rápidos e gratuitos.

Dennis Wang, vice-presidente de operações do Nubank, conta que a ideia do Nubank surgiu da dificuldade passada pelos fundadores ao tentarem abrir uma conta em um banco tradicional. Sendo assim, o objetivo do banco é “resolver a dor” que enfrentam os brasileiros em relação aos bancos. Vale lembrar que, neste ano, o Nubank foi elevado ao patamar de decacórnio, quando passou a ter valor de mercado superior a US$ 10 bilhões.

“Produto sem tarifas, sem taxas, fez com que o crescimento de clientes fosse acelerado”, comentou Wang. “Toda empresa precisa ter todas as coisas, precisa de talento, de uma cultura envolvente e uma visão muito clara. No Nubank há ainda foco no cliente”, explica Wang.

*Estagiário sob supervisão da editora Carla Matsu

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