O Twitter anunciou na quinta (30) seus resultados financeiros relativos ao primeiro trimestre, que apresentaram crescimento de receita, mas perde de lucros. 

A empresa obteve receita de US$ 808 milhões, com preço por ação (EPS, na sigla em inglês) avaliado em US$ 0,11 centavos, valor acima do estimado pela firma de análise Refinitiv, que apostou em US$ 776 milhões em receita e EPS de US$ 0,10. 

Desse total, US$ 468 milhões é proveniente dos Estados Unidos (8% de crescimento no ano a ano), enquanto o restante, perto de US$ 340 milhões, veio de vendas internacionais (redução de 4%). 

Destrinchando as fontes de renda, o valor vindo de publicidade on-line é o que sustenta a empresa, sendo responsável por US$ 682 milhões (US$ 3 milhões a mais do que 2019). Porém, o lucro operacional teve perda de US$ 7 milhões e EPS diluído de – US$ 0,01.  

Quando se compara com as perdas de empresas como Uber e WeWork, o prejuízo não parece muito. Mas o que preocupou o mercado foi a comparação com o mesmo período no ano passado: mesmo com receita menor (US$ 787 milhões), o Twitter gerou lucro de US$ 191 milhões e EPS de US$ 0,37, 

O momento é de mostrar resultados 

Na call com investidores, a empresa atribui parte da queda de rentabilidade por conta do novo  coronavírus (Covid-19), que desacelerou  as campanhas de anúncios feitas na plataforma e investimentos em publicidade relacionadas a eventos físicos, já que todos foram cancelados ou postergados. 

Um dos fatores que a empresa utiliza para reforçar a narrativa é que o mercado asiático, que já está em um movimento de abertura e sem o pico de contágio do novo coronavírus (Covid-19), teve participação expressiva no balanço atual. 

Uma notícia boa foi o engajamento de usuários, que aumentou no último trimestre: o Twitter reportou que o número diário de usuários ativos monetizáveis (mDAU, na sigla) foi de 166 milhões, crescimento de 24%. Esse aumento, a empresa acredita, provém do desejo das pessoas em se informarem mais sobre a pandemia, além do período de quarentena, claro. 

Por conta da instabilidade atual, a companhia não apresentou perspectivas financeiras para o segundo bimestre, mas acredita que ele também não será muito fácil. 

Além dos desafios monetários, a empresa encara uma briga interna: seu CEO, Jack Dorsey (que também comanda a startup de pagamentos Square) está na mira dos principais acionistas da empresa, que acreditam que o cargo duplo pode atrapalhar sua dedicação ao negócio. 

Dorsey fez um acordo para manter a cadeira de CEO, mas terá que provar ao Elliot Management, dono da maior porcentagem de ações do microblog, que é capaz de guiar a empresa para um cenário mais otimista. 

Infoeconomico informou
Fonte: Computer Word

 

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