Fundada em agosto de 2019, a Trybe acaba de anunciar um aporte de R$ 42 milhões, liderado pelo fundo Atlantico e composto por outros investidores, entre eles Canary, Global Founders Capital, e.Bricks, Maya e Norte. É o segundo aporte da instituição, especializada na formação de pessoas para a competência de desenvolvimento de software. 

O grupo de fundadores da Trybe é composto por colaboradores e sócios do AppProva – startup de dados e avaliação fundada pelo grupo em 2012 e adquirida pela Somos Educação em 2017. No novo negócio, a empresa afirma que seu diferencial está no investimento em capacitação do aluno, que fica cerca de 3 a 4 vezes mais que ofertas similares para a capacitação de cada pessoa que se forma no curso. 

“Nosso objetivo é acelerar a carreira da pessoa em desenvolvimento de software. A ideia é trabalhar ativamente desde o início do programa para preparar e conectar os estudantes com as nossas empresas parceiras”, enfatiza Matheus Goyas, CEO da startup. 

Esse trabalho intensificado se traduz em aulas de seis horas por cerca de um ano, no qual o aluno desenvolve desde as habilidades técnicas necessárias para desenvolvimento de software até as chamadas soft skills, competências demandadas no mercado de trabalho. Além disso, a escola oferece mentorias individuais e uma série de desafios práticos para potencializar a formação dos estudantes e prepará-los para o mundo real.  

O modelo de remuneração da Trybe se baseia no ISA (sigla para Income Share Agreement, ou Acordo de Compartilhamento de Renda), no qual o aluno não paga nenhuma taxa ou mensalidade até conseguir um trabalho que pague no mínimo R$ 3.500 por mês. A startup contabiliza 4800 inscrições de pessoas interessadas em estudar na turma de janeiro, porém menos de 100 delas foram aprovadas, por conta do processo de seleção da empresa.  

Próxima fase 

Segundo Goyas, o valor será usado majoritariamente para investir na qualidade da formação dos estudantes. “A Trybe só ganha quando o estudante tem o sucesso profissional. Isso nos obriga a oferecer não só as melhores práticas de ensino, como também investir cada vez mais na qualidade e formação do estudante. Afinal, se nossos estudantes não forem bons profissionais, eles não terão sucesso e, consequentemente, nós perdemos com isso”, afirma o empreendedor.  

A expansão também está no radar da startup. “Vamos expandir conforme tenhamos segurança que nossa qualidade está melhorando”, destaca o CEO da Trybe.

Ainda neste ano, a escola espera abrir mais nove turmas e chegar a 600 estudantes. Até 2021, a startup, que atualmente tem hubs em Belo Horizonte, São Paulo, Itajubá e Florianópolis, além de operar em mais 12 cidades na modalidade sem hub, projeta alcançar a marca de três mil estudantes. 

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Fonte: Computer Word

 

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