Fenômeno deixará a Lua até 14% maior e 30% mais brilhante, podendo ser observado a olho nu em todas as regiões do país

 


O céu brasileiro será palco de um espetáculo raro nesta quarta-feira (5), quando ocorre a segunda superlua do ano. O fenômeno acontece quando a Lua cheia se aproxima do ponto mais próximo da Terra em sua órbita, o chamado perigeu, criando a impressão de um disco lunar maior e mais luminoso do que o habitual.
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Durante o evento, a Lua estará a cerca de 357 mil quilômetros da Terra — uma diferença significativa em relação à média de 384 mil quilômetros. Essa aproximação faz com que o satélite natural pareça até 14% maior e 30% mais brilhante, um efeito que deve ser facilmente percebido a olho nu, especialmente em locais com pouca iluminação artificial e céu limpo.
“Se não houver muitas nuvens, a lua cheia será um globo branco inconfundível no céu”, afirmam os especialistas do Royal Museums Greenwich (RMG). “É uma boa oportunidade para observar a superfície lunar com um pequeno telescópio ou binóculos, ou até tentar tirar algumas fotos interessantes. No entanto, é perfeitamente possível admirar a lua a olho nu.”
De acordo com o Observatório Nacional, o fenômeno poderá ser observado em todas as regiões do país, com horários de aparição variando conforme a localidade: às 18h45 em Brasília, 18h14 em Belém e 17h28 em Recife. Astrônomos recomendam buscar áreas abertas e afastadas das luzes urbanas para aproveitar melhor o espetáculo visual.
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Além da superlua, novembro reserva outras atrações para os admiradores do céu, como a tradicional chuva de meteoros Leonidas, prevista para a segunda quinzena do mês.
A primeira lua cheia de novembro é informalmente chamada de “lua do castor”, uma tradição que remonta a séculos e foi observada por diversas culturas, desde tribos nativas americanas até os primeiros colonizadores europeus. O nome reflete a época em que os castores ficam mais ativos, construindo represas e armazenando alimentos. Além do impacto visual, as superluas também influenciam as marés.
“As marés são causadas pelas forças gravitacionais do Sol e da Lua sobre os oceanos da Terra”, explica o RMG. “Quando a Lua está mais próxima durante uma superlua, a força gravitacional é ligeiramente mais intensa, o que torna as marés um pouco maiores. Mas o efeito é quase imperceptível, com diferença de apenas alguns centímetros em relação a uma lua cheia comum.”
Embora não seja a última superlua de 2025 – haverá outra em 4 de dezembro – acredita-se que a Lua não apareça tão grande e brilhante novamente até 24 de novembro de 2026. Para quem quiser fotografar, é possível obter boas imagens com um celular, desde que apoiado em uma superfície estável para evitar borrões.
Fotógrafos com câmeras DSLR podem usar uma lente teleobjetiva de 250 mm, mas para captar mais detalhes o ideal é uma lente de 500 a 600 mm ou um telescópio de grande distância focal. Recomenda-se velocidade de obturador de 1/30 de segundo e ISO baixo para reduzir o ruído na imagem.

Cristiano Mariz / Agência O Globo

Leia matéria completa  em O Globo https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2025/11/04/superlua-podera-ser-vista-no-brasil-nesta-quarta-feira-saiba-o-horario.ghtml

Tue, 04 Nov 2025 16:00:33 -0000

 

 


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