Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria
(1) Base: mês imediatamente anterior – com ajuste sazonal
(2) Base: igual mês do ano anterior                                               
(3) Base: igual período do ano anterior                                        
(4) Base: 12 meses anteriores 

O outro avanço veio dos serviços prestados às famílias (4,1%), explicado, em grande parte, pelo acréscimo de receita vindo das empresas dos segmentos de hotéis; restaurantes; parques de diversão e temáticos; e atividades de condicionamento físico.

Em contrapartida, os serviços profissionais, administrativos e complementares (-3,4%) e os de informação e comunicação (-0,4%) exerceram as principais influências negativas nesse mês, pressionados, em grande parte, pela menor receita das empresas de soluções de pagamentos eletrônicos; limpeza geral; atividades técnicas ligadas à arquitetura e à engenharia; vigilância e segurança privadas; e aluguel de máquinas e equipamentos, no primeiro ramo; e de consultoria em tecnologia da informação; programadoras e atividades relacionadas à televisão por assinatura; e telecomunicações, no segundo.

No acumulado do primeiro bimestre de 2020, frente a igual período do ano anterior, o setor de serviços apresentou expansão de 1,2%, com expansão em quatro das cinco atividades de divulgação e em 48,8% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre os setores, os outros serviços (9,5%) e os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,4%) exerceram os principais impactos positivos sobre o índice global, impulsionados, em grande parte, pelo aumento das receitas das empresas que atuam nos segmentos de corretoras de títulos, valores mobiliários e mercadorias; coleta de resíduos não perigosos de origem doméstica, urbana ou industrial; administração de bolsas e mercados de balcão organizados; corretores e agentes de seguros, de previdência complementar e de saúde; e administração de fundos por contrato ou comissão, no primeiro setor; e de transporte aéreo de passageiros; gestão de portos e terminais; navegação de apoio marítimo e portuário; e concessionárias de rodovias, pontes e túneis, no último.

Os demais avanços vieram de serviços de informação e comunicação (0,8%) e de serviços prestados às famílias (2,0%), explicados, em grande medida, pelas maiores receitas auferidas pelas empresas dos ramos de portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet; atividades de TV aberta; tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e de hospedagem na Internet; e edição integrada à impressão de livros, no primeiro setor; e de hotéis e restaurantes, no segundo.

Em contrapartida, a única influência negativa no acumulado do primeiro bimestre de 2020, frente a igual período do ano anterior, ficou com o setor de serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,7%), pressionado, principalmente, pela redução na receita das empresas de soluções de pagamentos eletrônicos; limpeza geral; vigilância e segurança privadas; atividades técnicas ligadas à arquitetura e à engenharia; e aluguel de máquinas e equipamentos.

Serviços caíram em 16 das 27 Unidades da Federação

Regionalmente, 16 das 27 unidades da federação assinalaram retração no volume dos serviços em fevereiro de 2020, na comparação com o mês imediatamente anterior, acompanhando o recuo (-1,0%) observado no Brasil na série ajustada sazonalmente.

Entre os locais que apontaram resultados negativos nesse mês, destaque para São Paulo (-0,6%) e Minas Gerais (-1,8%).

Em contrapartida, os principais impactos positivos em termos regionais vieram do Rio de Janeiro (1,2%) e do Rio Grande do Sul (1,7%).

Na comparação com igual mês de 2019, o avanço do volume de serviços no Brasil (0,7%) foi acompanhado por 15 das 27 unidades da federação. A principal contribuição positiva ficou com Rio de Janeiro (3,4%), seguido por São Paulo (0,7%) e Distrito Federal (4,8%).

Por outro lado, as influências negativas mais importantes para a formação do índice global vieram de Minas Gerais (-2,4%), do Rio Grande do Sul (-2,6%) e da Bahia (-3,7%).

No acumulado de janeiro a fevereiro de 2020, frente a igual período do ano anterior, o avanço do volume de serviços no Brasil (1,2%) se deu de forma equilibrada entre os locais investigados, já que pouco menos da metade (13) das 27 unidades da federação também mostrou expansão na receita real de serviços.

O principal impacto positivo em termos regionais ocorreu em São Paulo (2,0%), seguido por Rio de Janeiro (2,7%) e Distrito Federal (4,5%).

Por outro lado, Rio Grande do Sul (-3,0%), Bahia (-3,9%) e Minas Gerais (-1,4%) registraram as influências negativas mais relevantes sobre índice nacional.