Com essa reviravolta de comportamento, a plataforma foi redesenhada e estreia hoje (31) com outra cara e algumas mudanças no modelo de negócios, agora totalmente voltada aos autores. Uma delas é que, ao contrário da impressão de um único exemplar por vez – estratégia que sustentou a iniciativa ao longo dos últimos 10 anos –, o autor vai poder comprar volumes maiores e, se quiser, ainda vai ter a opção de deixar a operação logística a cargo do Clube. “Durante o período de testes, já registramos um pedido de 2.000 exemplares. Estão começando a aparecer pequenas editoras interessadas nesse modelo de impressão e distribuição”, explica o CEO da empresa, que tem expectativa de vender 170 mil unidades em 2020.
Além disso, a empresa está trabalhando em uma ferramenta, baseada em inteligência artificial, capaz de analisar as características das obras e apontar, com alguma precisão, as potenciais candidatas a best seller. “Nós publicamos, em média, 40 livros por dia. Não tem como depender do trabalho humano para isso – precisaríamos de uma equipe gigantesca. Por isso, tenho convicção de que a solução passa pela tecnologia, por um algoritmo”, explica o executivo, adiantando que a empresa está conduzindo testes que interpretam as características dos títulos – como fluidez do texto e relevância do tema no momento atual – para determinar maior ou menor probabilidade de sucesso. Assim que essa estratégia se mostrar eficiente, a empresa certamente vai conquistar um outro nível de relacionamento com as livrarias tradicionais, além de orientar os autores para trabalhos futuros. A expectativa é que a ferramenta esteja em funcionamento até o ano que vem.
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Força Meninas faz primeira missão no Vale do Silício
O Força Meninas, negócio de impacto social com foco na capacitação de garotas, acaba de voltar da sua primeira missão ao Vale do Silício. O projeto, liderado por Déborah de Mari e apoiado pelo Banco Original, trabalha com meninas no desenvolvimento de habilidades para a liderança do futuro.
As quatro meninas que foram para os Estados Unidos são as ganhadoras do prêmio “Mude o Mundo Como Uma Menina”, que foi realizado em outubro de 2019 e teve como objetivo homenagear as cinco brasileiras de 15 a 25 anos que mais se destacaram por sua contribuição em projetos e iniciativas que impactaram a sociedade no último ano.
As jovens Isabelle Christina (paulistana, 16 anos), Mariana Bigolin Groff (gaúcha,17 anos), Anna Luísa Beserra (baiana, 21 anos) e Rafaella De Bona (curitibana, 22 anos), fizeram uma imersão de cinco dias, tiveram o objetivo de expor as garotas a empresas e ideias que aumentem seu potencial.
Brasileiros atuantes em empresas baseadas no Vale, como Samuel Gosto, do Google, Angela Teodoro, do eBay, Andrea Lista, da Silicon House, Carolina Reis, da One Skin, e a investidora de venture capital Barbara Minnuzi, bem como atores do ecossistema local, receberam as jovens para discutir temas como experiência do usuário, design, futuro do trabalho e sororidade.
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Pipefy leva trainees para o Vale do Silício
A startup de gerenciamentos de processos Pipefy abriu inscrições para seu programa de seleção de trainees, o Young Guns. Um grupo de 15 a 20 pessoas será selecionado para passar um ano na empresa, com a possibilidade de um intercâmbio no Vale do Silício. Os trainees também receberão cursos, eventos e visitas em outras empresas.
No ano passado, a empresa recebeu mais de 2.500 inscrições de candidatos brasileiros e de países como Índia, Itália, Estados Unidos e Irlanda para o estágio. A maioria da equipe comercial da empresa é composta por alumni do programa. A empresa não exige experiência nem formação em vendas para o processo seletivo, que tem três etapas e recebe inscrições até 8 de fevereiro.
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IA reduz em 60% de casos graves de violência da 99
O aplicativo de compartilhamento de transporte 99 reduziu a quantidade de ocorrências graves na plataforma em 60% em 2019. O resultado é creditado a um investimento robusto em segurança, como o uso de inteligência artificial para monitorar o perfil de todas as chamadas, detectar corridas perigosas e prever incidentes antes mesmo que eles aconteçam.