Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação a dezembro de 2019, bens de capital, ao crescer 12,6%, mostrou a expansão mais acentuada em janeiro de 2020 e interrompeu o comportamento predominantemente negativo presente desde maio de 2019, período em que acumulou redução de 14,8%. O resultado de janeiro foi o avanço mais intenso desde junho de 2018 (23,0%).
Os segmentos de bens de consumo duráveis (3,7%) e de bens intermediários (0,8%) também assinalaram taxas positivas em janeiro, com o primeiro devolvendo parte da perda de 6,8% acumulada nos dois últimos meses de 2019; e o segundo intensificando a taxa positiva verificada em dezembro de 2019 (0,1%).
Apenas o setor de bens de consumo semi e não-duráveis apontou recuo (-0,1%) em janeiro de 2020 e marcou o terceiro mês seguido de queda na produção, acumulando nesse período redução de 2,2%.
Média móvel trimestral mostra queda de 0,5%
Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou queda de 0,5% no trimestre encerrado em janeiro de 2020 frente ao nível do mês anterior, permanecendo, dessa forma, com a trajetória descendente iniciada em outubro de 2019.
Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação ao mês anterior, bens de consumo duráveis (-1,2%), bens de capital (-0,9%) e bens de consumo semi e não-duráveis (-0,7%) assinalaram os recuos mais intensos em janeiro de 2020.
Assim, bens de consumo duráveis marcou o segundo mês seguido de redução na produção, com perda acumulada de 3,0% nesse período; bens de capital permaneceu com a trajetória descendente iniciada em junho de 2019; e bens de consumo semi e não-duráveis intensificou o recuo verificado no mês anterior (-0,4%), quando interrompeu a trajetória predominantemente ascendente iniciada em dezembro de 2018.
O segmento de bens intermediários (-0,2%) também registrou queda em janeiro de 2020 e manteve o comportamento negativo iniciado em novembro de 2019, com perda acumulada de 1,0% nesse período.
Indústria recuou 0,9% na comparação com janeiro de 2019
Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial caiu 0,9% em janeiro de 2020, com resultados negativos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 13 dos 26 ramos, 36 dos 79 grupos e 48,7% dos 805 produtos pesquisados. Vale citar que janeiro de 2020 (22 dias) teve o mesmo número de dias úteis do que igual mês do ano anterior.
Entre as atividades, indústrias extrativas (-15,0%) exerceu a influência negativa mais intensa sobre a indústria, pressionada, em grande medida, pelos itens minérios de ferro. Outras contribuições negativas em destaque foram: impressão e reprodução de gravações (-32,1%), de metalurgia (-2,8%), de outros produtos químicos (-2,5%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-10,0%), de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-5,3%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (-0,8%), de produtos de metal (-2,2%) e de outros equipamentos de transporte (-5,2%).
Entre as grandes categorias econômicas, ainda no confronto com igual mês do ano anterior, assinalaram recuos, em janeiro de 2020, bens intermediários (-1,6%) e bens de consumo semi e não-duráveis (-0,5%). Por outro lado, os segmentos de bens de capital (3,9%) e de bens de consumo duráveis (1,7%) marcaram os resultados positivos nesse mês.
A queda de 1,6% em janeiro de 2020, no setor de bens intermediários foi a terceira consecutiva nessa comparação, mas a menos intensa dessa sequência. O resultado se deve aos recuos nas atividades de indústrias extrativas (-15,0%), de metalurgia (-2,8%), de outros produtos químicos (-2,6%), de produtos de metal (-3,9%), de borracha e de material plástico (-1,4%), de minerais não-metálicos (-1,2%) e de máquinas e equipamentos (-2,4%).
Ainda no setor de bens intermediários, as pressões positivas foram registradas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (17,9%), produtos alimentícios (7,0%), celulose, papel e produtos de papel (1,9%), veículos automotores, reboques e carrocerias (0,6%) e produtos têxteis (0,1%). Houve resultados negativos também nos grupamentos de insumos típicos para construção civil (-0,2%), na segunda taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação; e de embalagens (-0,2%), que voltou a recuar após avançar 3,7% no mês anterior, quando marcou a expansão mais elevada desde maio de 2019 (21,0%).
Ao recuar 0,5% em relação a janeiro de 2019, o segmento de bens de consumo semi e não-duráveis interrompeu quatro meses de taxas positivas consecutivas nesse tipo de comparação. O desempenho deve-se a quedas nos grupamentos de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-0,8%) e de não-duráveis (-1,7%). Por outro lado, os subsetores de carburantes (1,6%) e de semiduráveis (0,7%) apontaram as taxas positivas nessa categoria.