Porém, o presidente Jair Bolsonaro já declarou em seu Twitter hoje que “não existe a possibilidade” de o governo elevar a tributação. Segundo Bolsonaro, a estatal manterá sua política de preços, que segue a cotação do petróleo, o que, segundo ele deve resultar em uma redução do preço dos combustíveis nas refinarias.

Segundo Rafael Schiozer, professor de finanças da FGV EAESP, se a queda do barril de petróleo perdurar, realmente os combustíveis devem cair, mas isso não será algo imediato e pode não ser tão forte quanto se imagina.

“Tem alguns fatores envolvidos: se o preço baixo dos barris perdurar e a Petrobras mantiver sua política de repassar os preços internacionais, o valor do combustível na bomba deve cair nas próximas semanas, mas esse processo nunca é imediato. Ainda, essa queda no preço deve ser revertida em breve, não totalmente mas boa parte do preço deve ser recuperado”, afirma.

Ele explica ainda que o rali do dólar também tem seu peso nessa conta. “Na prática, a alta do dólar deve compensar parte da queda do preço do barril. O rali de alta da moeda está muito forte. Por isso, esse repasse da Petrobras para o consumidor final deve acontecer gradualmente, e dependendo do comportamento do dólar, o impacto líquido dessa redução será pequeno em termos numéricos”.

Além de Bolsonaro, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, também reforçou que o governo não estuda neste momento nenhuma medida emergencial para conter a derrocada do petróleo. “No momento não há nenhuma medida emergencial que será adotada pelo Executivo. Estamos acompanhando e no momento oportuno serão adotadas as medidas necessárias”, afirmou ele.

Apesar da situação, entre os analistas apenas a equipe do Bradesco BBI já revisou suas projeções para a Petrobras, reduzindo sua recomendação para neutra enquanto aguarda mais detalhes para avaliar os impactos na companhia. O preço-alvo foi cortado de R$ 38 para R$ 23,50.

Segundo os analistas, a desalavancagem da companhia deve levar “muito mais tempo”, com a dívida líquida/EBITDA caindo abaixo de 1,5 vez após 2025. Com isso, eles avaliam que “dividendos mais altos não devem ocorrer tão cedo”.

Já o Morgan Stanley, sem revisar suas projeções, destacou que os campos competitivos do pré-sal devem tornar a Petrobras o player mais bem posicionado dentre os que eles cobrem, enquanto a colombiana Ecopetrol pode ficar entre as mais pressionadas.

Invista contando com a melhor assessoria do mercado: abra uma conta gratuita na XP.

The post Por que a Arábia Saudita deflagrou uma guerra de preços que fez o petróleo desabar – e o que esperar agora appeared first on InfoMoney.
Fonte: Infomoney Blog Epolitica

 

Infoeconomico.com.br – Seu Portal de Notícias