Mais de 70% das pessoas ocupadas nas atividades de P&D têm pelo menos graduação. Nas empresas de eletricidade e gás, há maior percentual de graduados (69,3%), e pós-graduados, (17%).

Cresce a proporção de mulheres nas atividades de P&D

Apesar de menos de um quarto das pessoas ocupadas em cargos de pesquisadores nas empresas brasileiras ser do sexo feminino, houve um aumento nessa proporção em relação ao triênio anterior. Entre 2012-2014, as mulheres eram 20,9% do pessoal ocupado, percentual que subiu para 23,6% em 2015-2017.

Entre os setores onde as mulheres pesquisadoras eram maioria, destacam-se: confecção de artigos do vestiário e acessórios (75,5%); fabricação de sabões, detergentes, produtos de limpeza, cosméticos, produtos de perfumaria e higiene pessoal (62,3%); produtos farmoquímicos (53,7%); e farmacêuticos (60%).

Avançam iniciativas de cooperação para inovar

A Pintec 2017 mostrou que 15,6% das empresas inovadoras realizaram algum tipo de atividade inovativa com outras organizações. No setor de eletricidade e gás, o percentual subiu de 55% no triênio 2012-2014 para 70,1% em 2017. Na indústria, variou de 14,3% para 14,9%. Nos dois setores, os fornecedores foram os principais parceiros. Em serviços selecionados, o percentual caiu de 23,6% em 2014 para 18,4% em 2017. Nesse setor, a interação com clientes e consumidores foi a principal forma de parceria.

Na indústria e nos serviços selecionados, a internet e os clientes continuam a ser as principais fontes de informação para às atividades inovativas. No setor de eletricidade e gás, as fontes provêm dos fornecedores e outras empresas do grupo.

Chama a atenção o aumento relativo da importância do departamento de P&D para os três setores: em 2017, ele foi considerado importante fonte para 45,6% das empresas de eletricidade e gás e para 16,4% das indústrias – ante 26,6%, e 11,8%, respectivamente, em 2014. Já nos serviços selecionados, a proporção recuou de 30,5% para 24,2%, no período.

Para 82% das empresas inovadoras, riscos econômicos são principal obstáculo à inovação

No período 2015-2017, os riscos econômicos excessivos ganharam importância, configurando-se como principal obstáculo à inovação para 81,8% das empresas inovadoras, após ocupar a terceira e segunda posições nos triênios 2009-2011 e 2012-2014.

Em contrapartida, os elevados custos para inovar caíram da primeira colocação, em 2011 e em 2014, para a segunda, sendo indicado por 79,7% das empresas inovadoras.

A falta de pessoal qualificado foi indicada por 65,5% das empresas inovadoras, despontando como terceiro obstáculo no ranking, ganhando espaço em relação à escassez de fontes apropriadas de financiamento (63,9%), que caiu para a quarta posição.

Em relação às empresas que não inovaram, as condições de mercado permanecem como principais entraves para a não realização da inovação: 60,4% ante 54,9% no triênio anterior. Em seguida, destacam-se as inovações prévias, com perda de importância entre os triênios (de 20,3% para 16,7%). Por fim, outros fatores são apontados por 22,9% das empresas, com ligeira queda em relação a 2012-2014 (24,8%).

Na edição 2017 da Pintec, observou-se aumento no percentual de empresas inovadoras que realizaram atividades de biotecnologia (4,6% ante 3,4% do período anterior) e nanotecnologia (2,3% contra 1,8%). Em ambos os casos, são nas grandes empresas em que mais se desenvolvem essas atividades.

Fonte: IBGE

 

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