A Natura & Co Holding informou que suas ações começarão a ser negociadas na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) em 6 de janeiro. Já a Unidas, locadora de automóveis sócia da Locamerica, comunicou à CVM que aumentará o seu capital social em R$ 14,5 milhões, com a emissão de 690 mil novas ações ordinárias.

A Petrobras informou que recebeu em 27 de dezembro o pagamento restante da petrolífera Petronas por 50% dos campos de Tartaruga Verde e espadarte III, no valor de R$ 2,8 bilhões. Já no radar da JBS, foi informado que o acordo de acionistas da companhia com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não tem mais validade. Confira os destaques:

Natura (NTCO3)

A Natura & Co Holding S.A. informou ontem (1) ao mercado que obteve a aprovação da Securities and Exchange Commission (SEC, comissão de valores mobiliários do governo americano) e da Bolsa de Valores de Nova York, a New York Stock Exchange (NYSE) para a listagem dos seus papéis ADS (American Depositary Shares).

Segundo a Natura, cada ADS representará duas ações ordinárias da Natura & Co e será negociado na NYSE com o código NTCO. O banco depositário das ações é o The Bank of New York Mellon e o banco de custódia é o Itaú Unibanco S.A. A Natura prevê que suas ADS começarão a ser negociadas na NYSE no pregão de 6 de janeiro.

Unidas (LCAM3)

A Unidas S.A. informou ontem (1) à CVM que aumentará o seu capital social em R$ 14,5 milhões, com a emissão de 690 mil novas ações ordinárias, ao preço de emissão de R$ 21,12 cada. Segundo a Unidas, elas serão integralizadas em espécie pela Companhia de Locação das Américas (Locamerica). Segundo a Unidas, o aumento de capital tem por objetivo a “recomposição do capital social da companhia”.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras comunicou ao mercado que recebeu US$ 691,9 milhões (R$ 2,8 bilhões) da petrolífera Petronas Petróleo Brasil S.A., subsidiária da Petronas da Malásia, referentes à aquisição de 50% dos campos de Tartaruga Verde e do módulo III de Espadarte. A estatal brasileira vendeu 50% dos direitos de exploração e produção dos campos à petrolífera malaia em 25 de abril do ano passado, quando recebeu a primeira parte do pagamento (US$ 258,7 milhões, ou R$ 1,047 bilhão). O restante foi efetuado dia 27 de dezembro de 2019.

Com a venda de ativos nos outros países da América do Sul, de poços nas bacias da região Nordeste, da petroquímica Braskem e da distribuição de gás natural, além de todas as refinarias fora do eixo Rio-São Paulo, a Petrobras se prepara para ser uma empresa mais enxuta na década de 2020, analisa matéria de hoje do jornal Valor Econômico.

Segundo estimativas, o objetivo da Petrobras é levantar entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões nos próximos anos, para reduzir a dívida bruta dos US$ 88 bilhões atuais para menos de US$ 60 bilhões em 2021. A estratégia deverá aumentar a distribuição de dividendos.

Embraer (EMBR3

No âmbito da parceria com a Boeing, a Embraer anuncia que foi implementada a segregação interna do negócio de aviação comercial.

A operação envolve a contribuição, pela Embraer, ao capital social da Yaborã Indústria Aeronáutica S.A., do acervo líquido de ativos, passivos, bens, direitos e obrigações referentes à essa unidade de negócio.

Em comunicado, a fabricante brasileira de aeronaves lembra que a consumação da parceria com a americana continua sujeita à aprovação pela Comissão Europeia e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e outras condições.

“Até que tais aprovações sejam obtidas e as demais condições sejam satisfeitas, não há garantias quanto à consumação da Operação ou ao prazo para sua conclusão, continuando a Embraer e a Boeing a envidar seus melhores esforços para que o fechamento da Operação ocorra no menor prazo possível”, reafirma a companhia.

A transação entre as fabricantes de aeronaves prevê a criação de uma joint venture que englobará o braço de aviação comercial da Embraer. A Boeing deterá 80% da nova empresa, denominada Boeing Brasil – Commercial, enquanto a Embraer terá os 20% restantes. As companhias também trabalham em uma segunda joint venture, com participação de 51% da Embraer, destinada a promover e desenvolver mercados para o avião militar KC-390.

Totvs (TOTS3)