Papéis emitidos por empresas privadas podem ser uma opção para quem quiser ganhos acima dos oferecidos por títulos públicos.

Como o risco de calote é mais alto do que o do governo, as companhias precisam oferecer retorno maior ?o que é bom para a diversificação de investimentos, desde que o poupador esteja ciente do risco maior. Nem todos os papéis, porém, estão ao alcance de quem tem pouco dinheiro.

As letras financeiras, emitidas por bancos para captar no mercado, estão disponíveis a quem tem ao menos R$ 150 mil e pode esperar dois anos para resgatar. Mas há opções para quem tem menos recursos.

As debêntures incentivadas, por exemplo, são emitidas para financiar projetos de infraestrutura e estão isentas de Imposto de Renda à pessoa física. Algumas empresas que emitiram esses papéis são bem conhecidas, como a Petrobras, que lançou debêntures incentivadas com valor unitário de R$ 1.000 em 2017. Outras, nem tanto. Por isso, é preciso considerar o risco do projeto.

?Tem de analisar o risco do emissor, que é risco de crédito, ou seja, de calote?, diz o planejador financeiro Daniel Varajão. Esses papéis têm prazo de ao menos quatro anos e meio e costumam remunerar juros mais variação de índice de preços ou um percentual prefixado.
Leia mais (03/05/2018 – 02h00)


Fonte: Folha Mercado