A secretaria acrescentou que, de um lado, uma queda no preço de petróleo pode ser interpretada como um choque positivo na oferta, diante da redução do custo dos insumos de produção. “Por outro, há empresas muito alavancadas que poderão ter dificuldades creditícias à frente, caso o preço do petróleo permaneça no patamar atual. No momento atual, esse efeito de segunda ordem e seus desdobramentos têm se sobreposto aos efeitos positivos e são responsáveis por elevar as preocupações dos investidores globais”, diz a SPE.

Receitas

Ao apresentar o boletim, Rodrigues informou que o governo não irá considerar a recente alta do dólar e a queda no preço do petróleo para fazer a revisão das estimativas de receitas. Para fazer a revisão nas projeções, a SPE considerou dados até o dia 5 deste mês, com um câmbio médio de R$ 4,22 e o preço do barril de petróleo a US$ 52,70. De acordo com Rodrigues, os números mais recentes não foram utilizados porque há um calendário previamente estabelecido para se fazer as projeções. “Na próxima revisão os dados serão considerados. É um procedimento transparente, pré-programado”, explicou o secretário.

Inflação

O boletim MacroFiscal também apresenta a previsão para a inflação de 2020, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que caiu 3,62% para 3,12%. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) passou de 3,73%, previstos em janeiro deste ano, para 3,28%, em março. Esse índice serve de parâmetro para o reajuste do salário mínimo. A previsão para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu de 3,32% para 3,66%.

* Matéria alterada às 14h26 para acrescentar informações
Fonte: EBC ECONOMIA

 

Infoeconomico.com.br – Seu Portal de Notícias