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<span class="legend_box ">Distanciamento social entre irlandeses foi fundamental para controlar o surto
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<span class="credit_box ">Aidan Crawley / EFE – EPA – 22.4.2020</span>
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Com menos de 800 mortos e mais pacientes curados do que infectados pelo coronavírus, as cifras da pandemia de coronavírus na República da Irlanda dão força à gestão do governo do democrata cristão Leo Varadkar e constrastam com as do país vizinho, o Reino Unido, onde as críticas recaem sobre o conservador Boris Johnson.</p>
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<strong>Leia também: <a href="https://noticias.r7.com/internacional/primeiro-ministro-da-irlanda-volta-a-medicina-para-atuar-na-pandemia-06042020" target="_blank">Primeiro-ministro da Irlanda volta à medicina para atuar na pandemia</a></strong></p>
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No entanto, no começo da crise, por volta do fim de fevereiro, ambos os líderes começaram suas batalhas contra a covid-19 em circustâncias muito diferentes.</p>
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Johnson venceu a eleição geral de dezembro de 2019 com uma maioria absoluta avassaladora, enquanto Varadkar saiu enfraquecido da votação realizada em 8 de fevereiro, apesar de chegar ao pleito com bom desempenho e uma economia em constante crescimento.</p>
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Uma parte do eleitorado irlandês deixou de apoiar o primeiro-ministro, por entender que ele se descuidou das políticas sociais. Ele foi culpado pela crise habitacional e por uma piora nos serviços públicos, como o da saúde, um sistema que, ainda assim, está resistindo ao coronavírus.</p>

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<div class="content">Números bem diferentes</div>
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Os últimos números oficiais indicam que 18.791 pessoas morreram nos hospitais britânicos desde que a pandemia chegou ao Reino Unido, um país de quase 67 milhões de habitantes. Um total de 139.246 tiveram testes positivos para a covid-19.</p>
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Ao contrário, na Irlanda, com cerca de 4,7 milhões de habitantes, o total de mortos pelo coronavírus chegou a 794 nesta quinta-feira (23), para 17.607 casos, dos quais 8.374 seguem doentes e 9.233 estão curados.</p>
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Dentre os fatores que explicam as diferenças nas estatísticas, os especialistas destacam que o governo de Dublin começou a tomar medidas antes que o de Londres, aumentou rapidamente o número de testes diários e a sociedade rapidamente foi conscientizada sobre a gravidade da pandemia, o que ajudou a reforçar o distanciamento social.</p>

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<div class="content">Medidas rápidas</div>
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Por exemplo, em 2 de março, três dias depois que o primeiro caso de coronavírus foi detectado no país, a multinacional Google, que tem sua base de operações na Europa em Dublin, pediu aos seus 8 mil funcionários que começassem a trabalhar de casa no dia seguinte, depois de anunciar que um empregado apresentava "sintomas de gripe".</p>

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Nessa mesma semana, Johnson dizia que havia virsitado um hospital com pacientes de coronavírus e que tinha apertado as mãos "de todo mundo". Três semanas depois, foi diagnosticado com covid-19 e ainda está em recuperação após passar vários dias em uma UTI em Londres.</p>
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Em 26 de fevereiro, 15 dias antes da primeira morte no país, a Federação Irlandesa de Rúgbi (IRFU, na sigla em inglês) anunciou o cancelamento, por recomendação do governo, do jogo do tradicional torneio Six Nations entre as seleções da Irlanda e da Itália, que seria disputado em Dublin em 7 de março.</p>
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Em 9 de março, com 24 casos confirmados, o governo decidiu cancelar as tradicionais festas do St. Patrick’s Day, principal feriado do país. Os desfiles do dia 17 de março teriam reunido, apenas em Dublin, mais de meio milhão de pessoas, muitas delas turistas.</p>
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Longe de criar pânico, essas medidas, afirmam os especialistas, conscientizaram a população, que começou a aceitar a ideia do autoisolamento, ao mesmo tempo em que reduziu significativamente o número de visitantes estrangeiros na ilha, evitando assim que eventos com multidões produzissem as chamadas "bombas biológicas" de covid-19.</p>

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<div class="content">Eventos liberados</div>
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Enquanto a Irlanda fechava portas, o Reino Unido as mantinha abertas. Milhares de torcedores do Atlético de Madrid, da Espanha, chegaram em 11 de março ao estádio do Liverpool para o jogo entre as duas equipes pela fase eliminatória da Champions League.</p>
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Além disso, entre 10 e 13 de março, Londres permitiu a realização do Festival de Cheltenham, um evento de corridas de cavalos que foram assistidas por mais de 250 mil pessoas e que movimentam centenas de milhões de libras em apostas.</p>
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Vários dias se passaram antes que Johnson finalmente ordenasse, em 23 de março, o confinamento obrigatório, enquando Varadkar já havia decretado, entre 12 e 15 do mesmo mês, o fechamento de escolas, universidades, bares e restaurantes, quando o número de casos confirmados em seu país era de 16.</p>

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<div class="content">Confinamento e testes</div>
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Depois de introduzir diversas restrições de maneira escalonada, o "Taoiseach" (título de primeiro-ministro irlandês em gaélico), ordenou o fechamento total no país em 28 de março, quando a pandemia já havia chegado a 46 mortos e 2.615 contaminados pelo coronavírus.</p>
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Especialistas também acreditam que a baixa taxa de mortalidade na Irlanda se deve ao fato de que, desde o começo da crise, as autoridades realizaram 111.500 exames. Agora o país tem capacidade para fazer 10 mil testes por dia.</p>
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Não apenas isso, mas os médicos só emitem pedidos para testar cerca de 1,5 mil pessoas por dia (as que apresentam sintomas), o que permite que o excedente seja usado para controlar a evolução da doença em asilos para idosos, testando tanto funcionários quanto residentes.</p>
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Esses nímeros apontam que a Irlanda realiza cerca de 20 testes por mil habitantes, semelhante à Alemanha, Itáia e Espanha e muito à frente dos 5.4 exames por mil habitantes do Reino Unido, que realiza menos de 23 mil exames por dia.</p>

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<div class="content">Reabertura</div>
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Varadkar indicou que pode relaxar algumas das restrições em vigor até 5 de maio, se o número de testes for ampliado, e se for reforçado o "rastreio" telefônico de contatos com casos, um protocolo para o qual Dublin conta com 1,7 mil pessoas.</p>
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Uma dessas pessoas é exatamente Varadkar, que é médico, e que informou em 5 de abril que havia reativado sua licença profissional para fazer um turno por semana em um hospital de Dublin.</p>
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Nesse mesmo dia, seu colega britânico, Boris Johnson, dava entrada no hospital em Londres onde, segundo ele mesmo admitiu, "qualquer coisa poderia ter acontecido", devido à gravidade de sua situação.</p>
Infoeconomico.com.br
Fonte: R7

 

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