“Hoje, não é suficiente falar com [o executivo de] IT, porque a demanda quem ‘driva’ são as áreas de negócios”

  • Giampaolo Michelucci, VP da Dell Tecnologies 

Para o VP é cultura, e não a tecnologia, o aspecto mais importante dentro da transformação digital, “não adianta ter um notebook, ter uma VPN e não se atentar que as necessidades do arquiteto são diferentes da do engenheiro. É preciso dar os recursos certos para o perfil certo”. 

Quando se fala no fechamento de contratos, Michelucci contextualiza que o executivo de hoje precisa apresentar sua solução de forma clara   consistente não apenas para a área de TI, mas também para as divisões de negócio, que querem estar cada vez mais envolvidas nessas negociações para entender o impacto de um novo produto no dia a dia e acelerar a adoção dessa nova ferramenta. 

“A TI sai mais forte depois dessa crise”

  • Tiago Miranda, Diretor comercial da Microcity 

O executivo observa que setores como educação precisaram se adaptar de forma muito rápida para continuarem com a obtenção de receita, sendo que a TI teve um papel essencial para a formação dessa nova realidade. 

“Tanto competência como agilidade e flexibilidade serão muito fortes nesse momento, tanto para clientes como para indústria”, afirma. Outra questão analisada pelo diretor é a retorno que muitas das empresas parceiras estão fazendo para projetos que antes estavam parados. 

“A pandemia não trouxe nenhuma tendência nova no mercado, a gente fala a mesma coisa de transformação digital do que falava há anos. Mas vai ter uma aceleração”

  • Rodrigo Parreira, CEO latam da Logicalis 

Gerenciando a operação de 11 países da região, Parreira acredita que o momento atual será impulsionado por diversas inovações surgidas por conta da necessidade, “atropelando” planejamentos e timelines. 

O processo de transformação digital, avalia, será mais desafiador para uma parcela dos CIOS que possuem maior dificuldade para utilizarem e se adaptarem a novos modelos de trabalho, como o uso de metodologias ágeis e serviços de automação. 

Porém, o executivo acredita que esse é um caminho sem volta “A indústria já estava mostrando [essa necessidade de adaptação] e a crise tende a acelerar a maneira de fazer as coisas. Agora começa a surgir de fato a agenda de inovação”. 

“Percebi uma maior abertura de decisão com mais propósito. Não só discutir a tecnologia pela tecnologia, mas como um propulsor da aceleração”

  • Andre Beller, Head of sales Latam da FIS 

Dentro da rotina de Beller, o executivo tem percebido que um dos resultados da cultura digital é a percepção do uso da tecnologia como um meio e não como o fim. “Mudou a dimensão da discusão, agora ela é muito mais focada no objetivo que a empresa quer atingir”, explica. 

E essa nova realidade exige adaptações. O executivo citou um caso atual, no qual a FIS atua auxiliando governos e prefeituras a distribuir cartões pré-pagos para pessoas que são elegíveis a esse auxílio.  

Além da estrutura tecnológica, a empresa pensou em alternativas como chatbot e a criação de canais de atendimento que não dependessem da internet ou de um smartphone, para dar mais acessibilidade ao público que não tivesse um smartphone. 

“É importante transformar a empresa em uma companhia ágil, com altíssima capacidade de adaptação. Isso ajuda não só em pandemia, mas para competir com outras empresas maiores”

  • Carlos Gazaffi, Presidente da TIVIT 

Para as empresas que estão em setores cuja receita caiu de forma brusca, o executivo acredita que o momento atual exige a conversação prioritária de serviços essenciais, reduzindo custos extras e paralisando de fato novas iniciativas, a fim de garantir a continuidade do negócio. 

Agora, para os negócios que conseguiram manter o ritmo durante a pandemia, Gazaffi enxerga uma ótima oportunidade para a aceleração da transformação digital. “Eu vejo esse novo momento em ondas. A primeira diz respeito à manutenção das atividades principais do negócio e esse momento já passou. Os serviços essenciais foram suportados e agora precisamos focar em serviços inovadores.” 

Para o CEO, essa nova fase passa por um investimento forte na atualização dos funcionários sobre novas tecnologias, além de implementar dentro da companhia uma mudança de visão que auxiliem os colaboradores a se adequarem a esse novo momento. 
Infoeconomico informou
Fonte: Computer Word

 

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