Após a alta de 0,55% em janeiro, o grupo Habitação registrou deflação de 0,39%, por conta do item energia elétrica (-1,71%), cujo impacto no índice do mês foi de -0,08 p.p. Em fevereiro, passou a vigorar a bandeira tarifária verde, em que não há cobrança adicional na conta de luz. À exceção de Vitória (2,32%) e Fortaleza (0,25%), todas as áreas apresentaram variações negativas.
Ainda em Habitação, destaca-se o resultado do item gás encanado (0,18%), decorrente dos reajustes no Rio de Janeiro (-0,81%), em Curitiba (4,49%) e São Paulo (-0,05%). A taxa de água e esgoto (0,03%), por sua vez, teve variação positiva por conta do reajuste de 6,43% nas tarifas em Campo Grande (1,14%).
O grupo Transportes (-0,23%) teve deflação em fevereiro, após a alta de 0,32% observada em janeiro. Os maiores impactos negativos no grupo vieram da gasolina (-0,72%) e das passagens aéreas (-6,85%), ambas com -0,04 p.p. No dia 20 de fevereiro, a Petrobras aumentou em 3,00% o preço da gasolina nas refinarias, após o anúncio feito no mês anterior de uma redução nos preços, também em 3,00%, a partir de 13 de janeiro.
No lado das altas, os destaques dos Transportes foram os reajustes em diversas modalidades de transporte público, como os ônibus urbanos (0,36%), os ônibus intermunicipais (1,95%), os trens (0,87%) e o metrô (0,55%).
Por fim, destaca-se a variação positiva do grupo Comunicação (0,21%), em função dos reajustes nos preços dos serviços postais, que levaram o item correio a uma alta de 17,30%, com impacto de 0,01 p.p. no índice do mês.
Quanto aos índices regionais, apenas a região metropolitana do Rio de Janeiro (-0,02%) teve deflação em fevereiro, dada a queda nos preços das carnes (-8,39%), que contribuíram com -0,18 p.p. no resultado da área. A maior variação positiva ficou com a região metropolitana de Fortaleza (0,80%), por conta da alta nos cursos regulares (5,86%).
| IPCA – Variação por regiões – mensal e acumulada no ano e 12 meses | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Região | Peso Regional (%) | Variação (%) | Acumulados (%) | ||
| Janeiro | Fevereiro | Ano | 12 meses | ||
| Fortaleza | 3,23 | 0,28 | 0,80 | 1,08 | 5,25 |
| Aracaju | 1,03 | 0,39 | 0,66 | 1,05 | 4,34 |
| Belo Horizonte | 9,69 | 0,20 | 0,50 | 0,70 | 3,67 |
| Rio Branco | 0,51 | -0,21 | 0,49 | 0,28 | 3,04 |
| Campo Grande | 1,57 | 0,13 | 0,42 | 0,55 | 4,48 |
| Recife | 3,92 | 0,30 | 0,38 | 0,68 | 3,52 |
| Brasília | 4,06 | -0,12 | 0,35 | 0,22 | 4,12 |
| Vitória | 1,86 | 0,29 | 0,33 | 0,63 | 3,05 |
| São Paulo | 32,28 | 0,33 | 0,23 | 0,56 | 4,33 |
| Belém | 3,94 | 0,39 | 0,21 | 0,61 | 4,86 |
| São Luís | 1,62 | -0,19 | 0,18 | -0,01 | 3,73 |
| Goiânia | 4,17 | 0,10 | 0,18 | 0,28 | 3,93 |
| Salvador | 5,99 | 0,34 | 0,16 | 0,50 | 3,88 |
| Porto Alegre | 8,61 | 0,17 | 0,16 | 0,33 | 4,19 |
| Curitiba | 8,09 | 0,05 | 0,08 | 0,13 | 3,91 |
| Rio de Janeiro | 9,43 | 0,05 | -0,02 | 0,03 | 3,09 |
| Brasil | 100,00 | 0,21 | 0,25 | 0,46 | 4,01 |