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<img class="croppable" src="https://img.r7.com/images/obesidade-crianca-obesa-14102019105244889?dimensions=460×305" title="Obesos estão no grupo de risco da covid-19" alt="Obesos estão no grupo de risco da covid-19" />
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<span class="legend_box ">Obesos estão no grupo de risco da covid-19</span>
<span class="credit_box ">Freepik</span>
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A insegurança alimentar pode ser definida como a falta de acesso a alimentos em quantidade suficiente e qualidade adequada. No Brasil, ela atinge 52 milhões de pessoas e 15 milhões de lares, de acordo com a última pesquisa feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre o tema, em 2013.</p>
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Viver nessa condição leva a doenças que podem agravar a covid-19, dizem especialistas.</p>
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"A gente pode ter carência e má qualidade dos alimentos. Aqui no Brasil temos uma combinação dos dois", observa a professora Lígia Bahia, do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IESC/UFRJ),</p>
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Ela chama atenção para o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, ou seja, aqueles industrializados e produzidos com a adição de muitos ingredientes – como sal, açúcar, olhos e gorduras. São exemplos batatas fritas prontas, macarrão instantâneo, congelados, embutidos e salgadinhos.</p>

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<div class="content">Insegurança envolve questões financeiras e culturais</div>
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De acordo com o Ministério da Saúde, a ingestão em excesso desse tipo de alimento é uma das principais causas de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, que colocam as pessoas no grupo de risco da covid-19.</p>
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Segundo a especialista, o hábito de se alimentar com industrializados depende de aspectos financeiros e culturais.</p>
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"Mesmo em países ricos existe insegurança alimentar. O consumo de alimentos ultraprocessados não está relacionado só com a falta de recursos, tem questões culturais envolvidas. E esse padrão alimentar causa obesidade", destaca.</p>
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<strong>Leia também: <a href="https://noticias.r7.com/saude/obesos-precisam-ter-cuidados-especiais-contra-o-coronavirus-23042020">Obesos precisam ter cuidados especiais contra o coronavírus</a></strong></p>
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Rosana Perin, gerente de nutrição do HCor (Hospital do Coração), concorda que ricos e pobres estão expostos à insegurança alimentar por causa do consumo de ultraprocessados e, portanto, vulneráveis a doenças crônicas.</p>
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"A [classe] menos favorecida fica mais vulnerável à hipertensão porque o preço dos [alimentos] embutidos é mais acessível e consumi-los aumenta a quantidade de sal no organismo", explica.</p>
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"Já na classe mais favorecida temos o consumo exagerado de fast foods, e aí temos a questão da obesidade. Junto com ela vêm a hipertensão e o diabetes", compara.</p>
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Entretanto, Rosana pondera que a obesidade "não tem classe social". <a href="https://noticias.r7.com/saude/coronavirus-como-obesidade-pode-prejudicar-combate-e-facilitar-contagio-07042020">Segundo dados oficiais, um em cada cinco brasileiros (19,8%) é obeso.</a> Vanessa Alves Ferreira, professora do Departamento de Nutrição da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) ressalta que a obesidade favorece o desenvolvimento de mais de 25 doenças.</p>
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Por sua vez, ela analisa que a insegurança alimentar no Brasil é perpetuada por três aspectos: a falta de renda, a cultura alimentar e a forte publicidade acerca de alimentos de má qualidade.</p>
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"Um dos fatores decisivos envolve a questão monetária. A população de baixa renda vai optar por alimentos mais baratos", afirma. "O problema é que eles não são saudáveis."</p>
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<strong>Leia também: <a href="http://noticias.r7.com/saude/covid-19-o-que-voce-precisa-saber-sobre-os-grupos-de-risco-19032020">Covid-19: o que você precisa saber sobre os grupos de risco</a></strong></p>
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"A comercialização em larga escala de produtos ultraprocessados e processados, altamente calóricos, palatáveis e de baixo custo ampliaram o consumo desses itens entre a população mais pobre, contribuindo para o aumento das doenças crônicas e do excesso de peso", pondera.</p>
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Na época do levantamento feito pelo IBGE, os brasileiros em situação de insegurança alimentar eram, em sua maioria, pretos e pardos, com baixa escolaridade, moradores de área rural e das regiões norte e nordeste. Além disso, a maioria dos lares tinha pessoas menores de 18 anos.</p>
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"Isso mostra que a insegurança alimentar tem uma forte ligação com a pobreza e a desigualdade social", avalia Vanessa.</p>
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"Aqui no Brasil quem mora na periferia tem muita dificuldade de ter acesso a alimentos frescos", completa Lígia.</p>
Infoeconomico informou
Fonte: R7

 

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