Alimentos: em março, os preços do setor variaram 6,16% em relação a fevereiro, maior resultado da série nessa comparação. Com isso, o acumulado no ano saiu de 0,10% para 6,26%. Já em relação a março de 2019, a variação foi de 18,17%. Entre os produtos destacados, três são comuns tanto aos de variação mais intensa quanto os de maior influência: “carnes de bovinos frescas ou refrigeradas”, “resíduos da extração de soja” e “leite esterilizado / UHT / Longa Vida”. A influência dos três produtos somada à de “açúcar cristal”, o quarto produto destacado, é de 4,03 p.p., em 6,16%.
Refino de petróleo e produtos de álcool: a variação de preços do setor, na comparação de março de 2020 com fevereiro de 2020, foi de -9,79%, a taxa negativa mais intensa da série. Com isso, o acumulado saiu de -5,73% para -14,96%, também a taxa negativa mais intensa. Por fim, na comparação março 2020/março 2019, os preços de 2020 estiveram 9,02% menores que os de 2019.
Nos indicadores calculados, todas as variações e influências são negativas, a menos de uma ou outra exceção, nas quais se destaca o “álcool etílico (anidro ou hidratado)”, que tem impacto positivo nos indicadores acumulados e na comparação com o mesmo mês do ano anterior. De toda forma, o comportamento do mercado internacional de petróleo e as incertezas que a pandemia tem gerado na economia – inclusive com menor movimentação de veículos – dão a tônica do comportamento descrito.
Outros produtos químicos: a indústria química em março apresentou uma variação média de preços, em relação a fevereiro, de 5,49%, maior variação positiva de preços desde o início da pesquisa em dezembro de 2009. Desta forma o setor acumulou uma variação positiva de 6,60% em 2020 e 4,84% nos 12 últimos meses. O resultado do acumulado no ano é bem diverso do que ocorreu em março de 2019, quando havia ficado negativo em – 4,98%.
Os resultados observados no mês estão ligados aos preços internacionais, com aumento do preço de matérias-primas em grande parte devido à depreciação do real frente ao dólar de 12,5% e à redução da oferta.
Metalurgia: ao comparar os preços médios de março contra fevereiro, houve uma variação de 5,75%, maior variação de preços dessa atividade desde o início da série (janeiro de 2010). Com essa variação, o acumulado no ano e em 12 meses ficaram por coincidência com o mesmo valor 11,99%.
O resultado do mês foi obtido graças, principalmente, a quatro produtos, sendo dois do grupo de materiais ferrosos e dois de não ferrosos. São eles: “lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços ao carbono”, “ouro para usos não monetários”, “óxido de alumínio (alumina calcinada)” e “ferronióbio”, todos com influência positiva sobre o indicador M/M-1. Os quatro produtos representam 3,72 p.p. da variação no mês, cabendo 2,03 p.p. aos demais 20 produtos.
Veículos automotores: em março, a variação observada no setor foi de 1,05%, quando comparada com o mês imediatamente anterior, seguindo a tendência de alta observada também nos seis meses anteriores. A variação acumulada no ano e a variação acumulada nos últimos 12 meses alcançaram, respectivamente, 2,52% e 5,51%.
Além de ser um dos setores de maior peso no cálculo do indicador geral, com uma contribuição de 8,40%, a atividade de veículos automotores também se destacou, dentre todos os setores pesquisados, por apresentar a quarta maior influência no indicador acumulado em 12 meses (0,45 p.p., em 6,45%).
Infoeconomico informou
Fonte: IBGE
Infoeconomico.com.br – Seu Portal de Notícias