Entre as grandes categorias econômicas, a variação de preços de 1,32% frente a fevereiro repercutiu da seguinte maneira: 2,71% em bens de capital; 0,69% em bens intermediários; e 1,93% em bens de consumo, sendo que 0,41% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e 2,25% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis.
Do resultado da indústria geral, 1,32%, a influência das Grandes Categorias Econômicas foi a seguinte: 0,21 p.p. de bens de capital, 0,38 p.p. de bens intermediários e 0,74 p.p. de bens de consumo. No caso de bens de consumo, 0,71 p.p. se deveu às variações de preços observadas nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis e 0,03 p.p. nos bens de consumo duráveis.
| Índices de Preços ao Produtor, segundo Indústrias Extrativas e de Transformação (Indústria Geral) e Grandes Categorias Econômicas – Últimos três meses | |||||||||
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| Indústria Geral e Seções | Variações (%) | ||||||||
| M/M-1 | Acumulado Ano | M/M-12 | |||||||
| JAN/20 | FEV/20 | MAR/20 | JAN/20 | FEV/20 | MAR/20 | JAN/20 | FEV/20 | MAR/20 | |
| Indústria Geral | 0,35 | 0,81 | 1,32 | 0,35 | 1,16 | 2,50 | 6,36 | 6,73 | 6,45 |
| Bens de Capital (BK) | 1,47 | 0,85 | 2,71 | 1,47 | 2,34 | 5,11 | 6,98 | 7,57 | 9,46 |
| Bens Intermediários (BI) | 1,33 | 1,03 | 0,69 | 1,33 | 2,37 | 3,08 | 5,58 | 5,94 | 5,01 |
| Bens de consumo(BC) | -1,22 | 0,49 | 1,93 | -1,22 | -0,73 | 1,19 | 7,34 | 7,70 | 7,92 |
| Bens de consumo duráveis (BCD) | 0,57 | 0,30 | 0,41 | 0,57 | 0,87 | 1,29 | 3,57 | 3,69 | 4,15 |
| Bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND) | -1,58 | 0,53 | 2,25 | -1,58 | -1,06 | 1,17 | 8,16 | 8,57 | 8,73 |
| Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria | |||||||||
Destacaram-se os seguintes setores:
Indústrias extrativas: em março de 2020, os preços variaram -17,12% em relação a fevereiro. Esta é a maior variação negativa observada na série que teve início em janeiro de 2014 (a segunda foi a de janeiro de 2016, -14,43%). Com este resultado, o acumulado no ano saiu de 11,34%, em fevereiro, para – 7,72%. Na comparação com março de 2019, observa-se o primeiro resultado negativo (-6,30%) desde outubro de 2016 (-7,10%). O destaque ao setor se deu pelo fato de ter sido a maior variação (em módulo) entre todas as atividades industriais, na comparação março contra fevereiro, e de ser a terceira maior (também em módulo) influência, na mesma comparação (-0,85 p.p. em 1,32%).
Os dois principais produtos do setor (cujo peso conjunto inicial, em dezembro de 2018, era de 78,22%), “óleos brutos de petróleo” e “minérios de ferro e seus concentrados, em bruto ou beneficiados, exceto pelotizados ou sinterizados”, impactaram negativamente o resultado.