Exportações
O balanço do Ibram mostra ainda que a elevação do preço do minério de ferro no mercado internacional permitiu que as exportações, mesmo em volume inferior a 2018, tenham rendido mais em 2019. O setor mineral brasileiro registrou no ano passado uma alta de 9,73% no valor obtido com a exportação do produto. Em 2018, os negócios com países estrangeiros renderam US$ 20,21 bilhões. Já no ano passado foram US$ 22,18 bilhões. Em volume, no entanto, a exportação caiu 12,6% de 2018 para 2019.
O Brasil é o segundo maior exportador global de minério de ferro. Também ocupa a segunda posição no ranking de reservas. Debaixo do solo brasileiro há pelo menos 29 bilhões de toneladas. Esse número tende à crescer na medida que forem realizadas pesquisas em áreas ainda não estudadas. As maiores reservas atualmente estão nos estados de Minas Gerais e do Pará.
O Ibram também apresentou dados de exportação envolvendo outros minerais. O Brasil registrou alta de 27,73% nos valores obtidos com exportação de ouro e de 18,92% com manganês. Por outro lado, houve queda de 14,64% com o cobre. Em volume, o maior aumento foi registrado no manganês. Em 2018, foram 2,61 milhões de toneladas. Com uma alta de 45%, 2019 fechou com 3,79 milhões de toneladas. De outro lado, o volume de exportação de bauxita caiu 16,1%. Ao todo, as exportações minerais renderam US$ 32,5 bilhões em 2019. Trata-se de um crescimento de 8,49% na comparação com 2018.
Investimentos
O balanço mostra ainda que uma previsão de aumento dos investimentos do setor mineral brasileiro para os próximos cinco anos. Entre 2020 e 2024, o Ibram estima que serão aplicados US$ 32,5 bilhões. No período anterior, de 2019 a 2023, a estimativa é de 27,5 bilhões. Entre 2018 e 2022, previsa-se um investimento de US$19,5 bilhões.
“Isso demonstra uma forte recuperação do setor. A pesquisa mineral deve dar um salto a partir de 2020, revertendo uma queda que nós tivemos nos anos anteriores”, afirmou Penido.
Segundo o Ibram, há um aumento do número de projetos divulgados pelas mineradoras, o que sinaliza uma confiança dos investidores brasileiros e estrangeiros de que haverá segurança jurídica para o avanço de empreendimentos de médio e de longo prazo.
Penido disse ainda que cerca de R$ 2,3 bilhões de investimentos adicionais deverão ser destinados para a segurança de barragens de rejeitos e para o descomissionamento e descaracterização de estruturas. Após a tragédia de Brumadinho, foi sancionada pelo governador mineiro Romeu Zema a Lei Estadual 23.291/2019, que instituiu a Política Estadual de Segurança de Barragens. Ela estabelece prazos para que o empreendedor responsável por barragem alteada a montante promova a descaracterização. Em âmbito nacional, a ANM editou uma resolução com determinação similar.
Outro dado reunido no balanço do Ibram revela um aumento expressivo de arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), tributo conhecido como o royalty do minério. Saiu de R$1,8 bilhão em 2017, passou para R$3 bilhões em 2018 e alcançou R$4,5 bilhões em 2019. A alta é influenciada pela Lei Federal 13.540/2017, que modificou a base de cálculo da CFEM. O tributo é distribuído entre as unidades federação e os municípios onde a atividade minerária ocorre e entre órgãos administrativos da União.
Fonte: EBC ECONOMIA
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