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<img class="croppable" src="https://img.r7.com/images/espanha-coronavirus-17042020093156650?dimensions=660×360" title="Na linha de frente do coronavírus, médicos na Espanha são hostilizados por vizinhos
" alt="Na linha de frente do coronavírus, médicos na Espanha são hostilizados por vizinhos
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<span class="legend_box ">Na linha de frente do coronavírus, médicos na Espanha são hostilizados por vizinhos
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<span class="credit_box ">Susana Vera/Reuters – 13.4.2020</span>
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Profissionais de saúde da Espanha recebem aplausos e homenagens de moradores enclausurados em suas sacadas durante a quarentena no país, o segundo mais atingido pela pandemia do <a href="https://noticias.r7.com/saude/novo-coronavirus"><strong>coronavírus</strong></a>, e são chamados de heróis por se arriscarem todos os dias.</p>
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Porém, o tratamento que médicos e outros trabalhadores da linha de frente recebem quando voltam para casa é totalmente diferente.</p>
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Cartas pedindo para que eles deixem a vizinhança, ofensas e até a vandalização do carro de uma médica com a frase “rata contagiosa” são algumas das violências que os profissionais sofreram e contaram à <em>agência EFE</em>.</p>
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A desinformação e o medo fazem com que vizinhos acreditem que vão ser infectados por morarem tão perto de alguém que trabalha diretamente na luta contra o coronavírus. Além daqueles que passam o dia nos hospitais, atendentes de mercado e de outros serviços essenciais também são ameaçados.</p>
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“Olá, vizinho. Sabemos do seu trabalho no hospital e agradecemos, porém, você devia pensar em seus vizinhos. Aqui tem crianças e idosos. Há lugares em que estão alojando profissionais. Enquanto durar a pandemia, pedimos que pense nisso”, dizia a carta que o médico espanhol Jesús recebeu ao voltar do trabalho um dia.</p>
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Além de Jesús, a caixa de supermercado Miriam e o açougueiro também receberam cartas anônimas pedindo que se mudassem. A ginecologista Silvana teve o carro pichado por moradores do mesmo prédio.</p>
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<img class="croppable" src="https://img.r7.com/images/coronavirus-espanha-17042020093509257?dimensions=660×360" title="Profissionais dizem que receberam cartas pedindo que eles se mudassem
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<span class="legend_box ">Profissionais dizem que receberam cartas pedindo que eles se mudassem
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<span class="credit_box ">Juan Medina/Reuters – 12.4.2020</span>
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<div class="content">Polícia vai investigar os crimes
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A polícia espanhola anunciou nesta semana que vai investigar os casos como crime de ódio contra profissionais expostos ao coronavírus.</p>
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<li><a href="http://noticias.r7.com/internacional/parem-de-politizar-o-coronavirus-cobra-diretor-geral-da-oms-08042020">’Parem de politizar o coronavírus’, cobra diretor-geral da OMS</a></li>
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<li><a href="http://noticias.r7.com/internacional/coronavirus-fechar-fronteiras-ajuda-a-evitar-propagacao-17032020">Coronavírus: fechar fronteiras ajuda a evitar propagação?</a></li>
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Além das investigações locais, a Organização Mundial da Saúde (OMS) também já recebeu denúncias de violência, agressão e assassinatos de profissionais da saúde pelo mundo desde o começo da pandemia.</p>
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Jesús contou à <em>Agência EFE</em> que ficou triste ao receber a carta depois de um mês se sacrificando no hospital, mas agradeceu a atitude “maravilhosa e exemplar” da maioria da população que homenageou os médicos e enfermeiros com aplausos.</p>
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Depois da carta pedindo que ele se mudasse, ele recebeu uma nova: “Aqui vive um herói”.</p>
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Miriam, uma caixa de supermercado em Cartagena, também recebeu cartas de “despejo” dos vizinhos, que se preocupavam com o fato de ela estar fora de casa todos os dias para trabalhar.</p>
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“Somos seus vizinhos e queremos te pedir pelo bem de todos que busque uma outra casa enquanto durar a pandemia, já que vimos que você trabalha em um supermercado e aqui vivem muitas pessoas. Não queremos mais riscos”.</p>
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O filho de 10 anos da mulher foi quem recebeu a carta e achou que os vizinhos estavam reconhecendo o trabalho da mãe e que queriam que ela buscasse um lugar melhor para viver. Quando descobriu que esse não era o caso, ele chorou.</p>
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Sem aguentar o desrespeito, Miriam tratou de escrever uma resposta aos vizinhos, que deixou na recepção do prédio.</p>
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“Aos valentes que deixam mensagens anônimas, lhes digo várias coisas: sim, trabalho em um supermarcado, e graças a nós, vocês podem comer todos os dias”.</p>
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Ela também pedia empatia no lugar de aplausos nas ovações e homenagens feitas às noites para os trabalhadores na linha de frente contra a pandemia e aqueles que tinham que sair de casa.</p>
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“Estamos ajudando muitas pessoas enquanto estamos nos colocando em risco. Me parece covarde, não têm direito”, disse à EFE.</p>
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<div class="content">Ameaças contra uma médica
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Em Barcelona, a ginecologista Silvana entrou na garagem para sair para mais um dia de trabalho como ginecologista, mas encontrou o carro novo vandalizado. Ao lado da porta do motorista haviam pintado "rata contagiosa" com spray preto no carro branco.</p>
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Antes de ajudar uma mulher em seu parto, a médica relatou o ataque à polícia.</p>
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José Antonio trabalha no açougue de um hipermercado na província de Corunha quando viu um envelope do lado de fora de sua casa, pensou que seria devido à agitação e bagunça de seu filho de dois anos, mas estava errado.</p>
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A carta, escrita com letra maiúscula e sem assinatura, pedia que ele encontrasse outro lugar, porque seu trabalho representava um perigo para a comunidade.</p>
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Sua esposa, grávida de cinco meses, teve um ataque de pânico. Eles conversaram com todos os residentes e encontraram apoio e incentivo deles. "Eles não sabem o que aconteceu ou quem conseguiu deixar o envelope", disse ele a <em>Efe</em>.</p>
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O Conselho Geral de Enfermagem disponibilizou sua assessoria jurídica a seus membros no caso de queixas contra profissionais serem "suscetíveis de denúncia judicial", disse à <em>Efe</em> José Luis Cobos, vice-secretário-geral, que descartou as ameaças como "minoria" mas "muito repreensíveis".</p>
Infoeconomico.com.br
Fonte: R7
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