A Assembleia de Representantes do Fundo Latino-americano de Reservas (FLAR) na reunião extraordinária de 12 de julho de 2021, aprovou de forma unânime a criação de um mecanismo complementar de vinculação ao FLAR, estabelecendo uma nova categoria de membro denominada “Banco Central Associado”.

Sendo assim, os novos membros do FLAR poderão ser de duas categorias: i) a opção atual de membros plenos, para países que aderem ao Convênio Constitutivo e ii) a modalidade de bancos centrais associados, através de um acordo de vinculação aprovado pela Diretoria e a Assembleia do FLAR.

O presidente executivo do FLAR, José Darío Uribe, expressou: “é uma decisão transcendental que esperamos que contribua para a ampliação da associação do FLAR e fortaleça a rede de segurança financeira da região”.

Sob a nova modalidade, os bancos centrais da região poderão se vincular diretamente ao FLAR com aportes ao patrimônio da instituição. E poderão ter acesso às modalidades de apoio financeiro que o FLAR oferece aos seus membros e participar nos seus órgãos de administração.

Na Diretoria, formada pelos presidentes dos bancos centrais, serão membros com voz e terão voto quando o seu aporte ao capital do FLAR for de no mínimo USD 250 milhões. Também poderão participar com voz na Assembleia de Representantes, formada pelos ministros da fazenda ou finanças dos países membros.

Os países cujos bancos centrais sejam membros associados poderão se converter em membros plenos mediante a adesão ao Convênio Constitutivo.

Atualmente, o FLAR está constituído pela Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Espera-se que esta nova modalidade promova a incorporação de novos membros. Isto apoiaria o propósito de fazer do FLAR o acordo financeiro regional de maior alcance e relevância para América Latina, e aumentaria a capacidade de assistência financeira aos seus membros atuais e novos.

 

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