
Mais uma vez, o noticiário corporativo ganha destaque com a divulgação de resultados, que tem o Bradesco com queda do lucro de quase 40% em meio à provisão bilionário por conta do coronavírus (veja mais clicando aqui).
Já a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) divulgou balanço e informou que obteve lucro líquido de R$ 53,8 milhões no 1º trimestre de 2020, revertendo prejuízo de R$ 158,2 milhões de igual período de 2019. A Cesp afirma que voltou ao lucro após tomar várias medidas de gestão, reduzindo em 63% o custo da energia comprada.
A Multiplan, uma das maiores administradoras de shopping centers do Brasil, também divulgou resultados trimestrais. A empresa reportou lucro líquido de R$ 177,7 milhões no período, expansão de 93% sobre igual trimestre de 2019. Embora os resultados tenham sido impactados pela epidemia do coronavírus, a Multiplan detalhou que eles só ocorreram a partir de 18 de março, com o fechamento de todos os centros comerciais. Os lojistas tiveram queda superior a 11% nas vendas no 1º trimestre.
Já a Eneva disse que estuda possibilidade nova proposta pela AES Tietê. No radar de recomendações, o Bradesco BBI reduziu a recomendação para a BRF para neutra, enquanto a EDP Energias do Brasil foi elevada a outperform pelo Itaú BBA, apesar de reduzir o preço-alvo de R$ 22 para R$ 19. Confira os destaques:
Cesp (CESP6)
A Companhia Energética de São Paulo informou na noite de ontem que obteve lucro líquido de R$ 53,8 milhões no 1º trimestre de 2020, revertendo prejuízo de R$ 158,2 milhões de igual período de 2019. A Cesp atribuiu a volta à lucratividade a uma queda de 63% nos custos da energia comprada, equivalente a R$ 141 milhões. Segundo a empresa, essa economia foi possível através da “melhor gestão e análise do balanço energético”.
Os resultados da Cesp realmente mostraram uma melhora. O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 336 milhões, ante R$ 41,5 milhões no primeiro trimestre do ano passado. A margem do Ebitda ajustado deu um salto de 12% no primeiro trimestre de 2019 para 73% no primeiro trimestre de 2020.
A receita líquida da Cesp avançou 30% sobre o primeiro trimestre do ano passado, para R$ 460,5 milhões em igual período deste ano. A empresa gerou 1.105 MW médios de energia, 3% acima dos 1.077 MW gerados no primeiro trimestre de 2019.
Vale notar que a Cesp praticamente não realizou investimentos no primeiro trimestre e sua capacidade geradora está quase toda concentrada na usina de Porto Primavera (SP). Assim, o destaque no primeiro trimestre foi a entrada em operação de uma unidade de compra e venda de energia, chamada Cesp Comercializadora.
“A Cesp entrou no mercado de trading de energia, a fim de auferir resultados por meio da variação dos preços de energia, dentro de limites de risco pré-estabelecidos”, explica a empresa. A Cesp informou que terminou o 1º trimestre com R$ 950 milhões em posição de caixa, situação melhor que no fim de março de 2019, quando o caixa era de R$ 741 milhões. A empresa informou que sua dívida líquida era de R$ 1 bilhão no final de março deste ano, menor que os R$ 1,4 bilhão do 1º trimestre do ano passado. Já a relação dívida líquida sobre o Ebitda teve uma redução drástica, de 4,0 vezes (4x) para 1,0 vez (1x) no 1º trimestre de 2020.
Multiplan (MULT3)
A Multiplan, uma das maiores empresas administradoras de shopping centers do Brasil, publicou ontem seu balanço do 1º trimestre de 2020.
A empresa informou que obteve um lucro líquido de R$ 177,7 milhões, uma expansão de 93,3% sobre o lucro líquido de igual período do ano passado. O lucro antes dos impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 343,6 milhões no 1º trimestre deste ano, um crescimento de 49,1% sobre igual período de 2019.
A receita líquida da empresa avançou menos, 5,9% sobre o 1º trimestre de 2019, para R$ 325,9 milhões no 1º trimestre de 2020. Os resultados da Multiplan sofreram o impacto da chegada da epidemia do coronavírus no Brasil, a partir de março, e do fechamento dos centros comerciais para evitar a propagação do contágio e da doença. Todos os 19 shoppings controlados pela empresa foram fechados a partir de 18 de março. O impacto foi sentido pelos lojistas já nos resultados do 1º trimestre, com uma queda de 11,8% nas vendas mesmas lojas. A empresa afirma que tomou medidas para mitigar o impacto sobre os mais de 5 mil lojistas.