Ex-candidato a vice-prefeito de Niterói é apontado como mentor de furto em hotel de luxo

O empresário Alexandre Ceotto, de 50 anos, se entregou nesta segunda-feira (4) à Delegacia do Consumidor (Decon), no Rio de Janeiro, após quase nove meses foragido. Ele é apontado pela Polícia Civil como o mandante de um furto considerado “cinematográfico” ocorrido em fevereiro deste ano em um apart-hotel de luxo no bairro do Gragoatá, em Niterói. Ceotto se apresentou à polícia acompanhado de seu advogado.
Quem é Alexandre Ceotto: temperamento explosivo e ambição política marcam trajetória de suspeito de furto cinematográfico em Niterói
Encurralado: Após confessar furto cinematográfico em Niterói, advogado criminalista é exonerado do cargo de assessor de vereador no Rio
Segundo a Polícia Civil, Ceotto teria planejado a ação, executada pelo advogado criminalista Luís Maurício Martins Gualda, de 47 anos, que confessou o crime e indicou o empresário como mentor intelectual. O furto aconteceu na noite de 7 de fevereiro, quando Gualda, disfarçado com terno, luvas e uma máscara de silicone realista, entrou no edifício Orizzonte by Atlântica, utilizando áreas restritas a funcionários.
Furto cinematográfico em apart-hotel de luxo em Niterói
Com o telefone ao ouvido e a cabeça baixa, o criminoso percorreu corredores, arrombou um dos apartamentos e permaneceu no local por 16 minutos sem levantar suspeitas, apesar do rígido esquema de segurança. De acordo com a investigação, foram levados cerca de dez relógios de luxo. O homem deixou o hotel a pé, caminhou cerca de 300 metros e entrou em um carro que havia deixado estacionado horas antes nas proximidades.
A fuga, porém, acabou levando os agentes à sua identidade. Ao analisar as imagens de câmeras de segurança do hotel e da rua, policiais da 76ª DP (Niterói) chegaram ao veículo usado na ação, registrado em nome de Gualda. Em depoimento, o advogado admitiu ter cometido o crime e afirmou que agiu a mando de Ceotto, de quem era próximo.
Ainda segundo a investigação, o empresário acreditava que havia cerca de US$ 1 milhão em espécie guardados no apartamento, que ele próprio havia vendido à vítima. Por conhecer a planta do imóvel e a rotina do morador — que estava viajando na data do crime —, Ceotto teria fornecido as informações que permitiram o acesso ao local. O dinheiro seria dividido entre os dois, caso o plano fosse bem-sucedido.
A Operação Manto de Engano, deflagrada pela 76ª DP em maio, cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Ceotto. Na ocasião, Luís Maurício Gualda se apresentou à polícia e teve a prisão decretada. O empresário, no entanto, não foi localizado e passou a ser considerado foragido.
Alexandre Ceotto foi candidato a vice-prefeito de Niterói nas eleições de 2020 e chegou a anunciar pré-candidatura à prefeitura em 2024. Ele e o advogado foram indiciados por furto qualificado, com base no artigo 155, parágrafo 4º, incisos I e IV do Código Penal, cuja pena pode chegar a 12 anos de prisão.
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Polícia Civil
Leia matéria completa em O Globo https://oglobo.globo.com/rio/bairros/niteroi/noticia/2025/11/04/empresario-alexandre-ceotto-envolvido-em-crime-cinematografico-em-niteroi-se-entrega-a-policia-apos-nove-meses-foragido.ghtml
Tue, 04 Nov 2025 18:01:49 -0000

O empresário Alexandre Ceotto, de 50 anos, se entregou nesta segunda-feira (4) à Delegacia do Consumidor (Decon), no Rio de Janeiro, após quase nove meses foragido. Ele é apontado pela Polícia Civil como o mandante de um furto considerado “cinematográfico” ocorrido em fevereiro deste ano em um apart-hotel de luxo no bairro do Gragoatá, em Niterói. Ceotto se apresentou à polícia acompanhado de seu advogado.
Quem é Alexandre Ceotto: temperamento explosivo e ambição política marcam trajetória de suspeito de furto cinematográfico em Niterói
Encurralado: Após confessar furto cinematográfico em Niterói, advogado criminalista é exonerado do cargo de assessor de vereador no Rio
Segundo a Polícia Civil, Ceotto teria planejado a ação, executada pelo advogado criminalista Luís Maurício Martins Gualda, de 47 anos, que confessou o crime e indicou o empresário como mentor intelectual. O furto aconteceu na noite de 7 de fevereiro, quando Gualda, disfarçado com terno, luvas e uma máscara de silicone realista, entrou no edifício Orizzonte by Atlântica, utilizando áreas restritas a funcionários.
Furto cinematográfico em apart-hotel de luxo em Niterói
Com o telefone ao ouvido e a cabeça baixa, o criminoso percorreu corredores, arrombou um dos apartamentos e permaneceu no local por 16 minutos sem levantar suspeitas, apesar do rígido esquema de segurança. De acordo com a investigação, foram levados cerca de dez relógios de luxo. O homem deixou o hotel a pé, caminhou cerca de 300 metros e entrou em um carro que havia deixado estacionado horas antes nas proximidades.
A fuga, porém, acabou levando os agentes à sua identidade. Ao analisar as imagens de câmeras de segurança do hotel e da rua, policiais da 76ª DP (Niterói) chegaram ao veículo usado na ação, registrado em nome de Gualda. Em depoimento, o advogado admitiu ter cometido o crime e afirmou que agiu a mando de Ceotto, de quem era próximo.
Ainda segundo a investigação, o empresário acreditava que havia cerca de US$ 1 milhão em espécie guardados no apartamento, que ele próprio havia vendido à vítima. Por conhecer a planta do imóvel e a rotina do morador — que estava viajando na data do crime —, Ceotto teria fornecido as informações que permitiram o acesso ao local. O dinheiro seria dividido entre os dois, caso o plano fosse bem-sucedido.
A Operação Manto de Engano, deflagrada pela 76ª DP em maio, cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Ceotto. Na ocasião, Luís Maurício Gualda se apresentou à polícia e teve a prisão decretada. O empresário, no entanto, não foi localizado e passou a ser considerado foragido.
Alexandre Ceotto foi candidato a vice-prefeito de Niterói nas eleições de 2020 e chegou a anunciar pré-candidatura à prefeitura em 2024. Ele e o advogado foram indiciados por furto qualificado, com base no artigo 155, parágrafo 4º, incisos I e IV do Código Penal, cuja pena pode chegar a 12 anos de prisão.
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