MILHO (em grão) – A estimativa da produção cresceu 3,1%, totalizando 96,2 milhões de toneladas, com reavaliações da área plantada e do rendimento médio, que aumentaram 0,8% e 2,3%, respectivamente. Em relação ao ano anterior, a produção encontra-se 4,4 milhões de toneladas menor, havendo decréscimo de 5,6% no rendimento médio, e aumentos de 0,8% na área a ser plantada e de 1,3% na área a ser colhida.
Na 1ª safra de milho, a produção alcançou 27,0 milhões de toneladas, acréscimo de 2,1% em relação a informação do mês anterior. Em relação a 2019, a produção foi 3,9% maior, havendo incrementos de 2,2% na área plantada e de 0,3% no rendimento médio. A área a ser colhida cresceu 3,9%. Apesar da concorrência da soja, que normalmente apresenta rentabilidade maior, preços mais compensadores do produto, em função da grande demanda pelo cereal, incentivaram os produtores a ampliarem os investimentos nas lavouras.
No Rio Grande do Sul, maior produtor de milho nessa safra, com a participação de 21,8% no total, a produção estimada foi de 5,9 milhões de toneladas, crescimento de 2,6% em relação ao ano anterior. Minas Gerais, segundo maior produtor, deve colher 4,7 milhões de toneladas, crescimento de 4,1%. A produção do Paraná, de 3,2 milhões de toneladas, apresenta um crescimento de 2,8%. Outros aumentos na produção foram verificados também em Santa Catarina (0,3%), Piauí (24,1%), Bahia (11,7%), Goiás (0,3%), Maranhão (22,4%) e Tocantins (12,3%).
Para a 2ª safra, a estimativa da produção foi de 69,1 milhões de toneladas, 3,4% superior ao mês anterior. Os maiores crescimentos nas estimativas de produção, em relação ao mês anterior, foram verificados no Mato Grosso (6,8% ou 1,9 milhão de toneladas), Paraná (2,7% ou 329,0 mil toneladas) e Minas Gerais (24,9% ou 528,4 mil toneladas). Mas, na comparação com o ano anterior, a produção do milho 2ª safra apresenta declínio de 7,3%.
SOJA (em grão) – Após uma retração observada na produção do grão em 2019, há expectativa de uma boa safra em 2020. A estimativa de produção para 2020 totalizou 123,3 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 8,7% em relação à safra anterior. Se confirmado, este volume ultrapassará o total alcançado em 2018, atingindo novo recorde na série histórica. Somente a produção de soja deve representar metade do volume de produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2020. Se confirmada a expansão de 2,4% na área colhida, estimada em 36,7 milhões de hectares, será a maior já registrada no País, muito em razão dos bons preços da commodity nos últimos meses de 2019.
Na comparação com o prognóstico do mês de dezembro de 2019, a estimativa para a produção nacional da soja apresentou crescimento de 0,8%, com registro de aumento da produção estimada para os Estados do Mato Grosso (2,6%), Goiás (2,1%) e Tocantins (0,2%), enquanto Maranhão (-3,6%), Paraná (-0,1%) e Minas Gerais (-0,1%) informaram retração na estimativa de produção.
Dentre os maiores produtores nacionais, o Mato Grosso, que em 2020 deve responder por 27,4% do total a ser produzido pelo País, estima colher 33,8 milhões de toneladas, crescimento de 4,9% em relação a 2019. O Paraná, segundo maior produtor nacional, é o Estado que deve responder pelo maior incremento bruto de produção (22,5%), em relação ao ano anterior, totalizando 19,8 milhões de toneladas. O Rio Grande do Sul, com estimativa de incremento no volume de produção de 4,2% no ano, deve alcançar 19,3 milhões de toneladas, terceira maior produção entre os estados da federação.
SORGO (grão) – A estimativa da produção alcançou 2,7 milhões de toneladas, 3,0% acima do mês anterior. Houve aumentos de 2,1% na área plantada e na área a ser colhida, e crescimento de 0,8% no rendimento médio. Em relação ao ano anterior, a produção apresenta crescimento de 3,2%, com destaque para o rendimento médio, que deve crescer 4,0%. Os maiores crescimentos nas estimativas da produção, em relação ao ano anterior, estão sendo verificados em Goiás (10,3%), no Mato Grosso (28,7%), em Minas Gerais (3,1%), no Distrito Federal (40,0%) e no Mato Grosso do Sul (10,9%). Conjuntamente, Goiás e Minas Gerais devem responder por 77,7% da produção brasileira do cereal.
Fonte: IBGE
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