Para a 2ª safra, a estimativa da produção foi de 69,4 milhões de toneladas, 0,4% superior ao mês anterior. Os maiores crescimentos nas estimativas de produção, em relação ao mês anterior, foram verificados no Pará (5,6% ou 18,0 mil toneladas), Sergipe (10,7% ou 61,8 mil toneladas), Paraná (0,5% ou 57,5 mil toneladas) e Goiás (1,5% ou 143,1 mil toneladas). Na presente informação, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e os estados que integram o “MATOPIBA” mantiveram as estimativas informadas no mês anterior.
Em relação a 2019, a produção do milho 2ª safra recuou 6,9%, com o rendimento médio caindo 7,4%. Em 2019, a produção do milho segunda safra foi recorde da série histórica do IBGE, em decorrência do clima favorável, o que não ocorreu no presente ano agrícola.
SOJA (em grão) – A segunda estimativa de produção de soja para 2020 totalizou 125,2 milhões de toneladas, com aumento de 10,4% em relação à safra anterior. Se confirmada, a produção nacional de soja ultrapassará o volume colhido em 2018, atingindo novo recorde e representando mais da metade da produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas.
Na comparação com a primeira estimativa de produção de soja para 2020, divulgada no mês anterior, houve um acréscimo de 1,5% no volume a ser colhido, impactado principalmente pela revisão do rendimento médio da cultura no Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul e Bahia.
Após uma retração observada em 2019, há expectativa de uma safra recorde em 2020. O rendimento médio estimado foi de 3 410 kg/ha, valor 7,6% superior ao de 2019, quando foi observada a ocorrência de excesso de calor e restrições de chuvas no Paraná, em São Paulo e no Mato Grosso do Sul, que impactaram o rendimento médio da cultura naquele ano.
Os bons preços da commodity nos últimos meses de 2019 estimularam os produtores a investirem, o que acarretou numa alta de 2,6% na área a ser colhida, estimada em 36,7 milhões de hectares, a maior já registrada no País. Dentre os maiores produtores nacionais, o Mato Grosso, que em 2020 deve responder por 27,0% do volume de soja a ser produzido pelo País, estima colher 33,8 milhões de toneladas, crescimento de 4,9% em relação a 2019.
O atraente preço da soja, no segundo semestre de 2019, foi fator preponderante para a expansão de 2,4% da área plantada. O rendimento médio estadual também deve crescer 2,4%, mesmo com atraso da chegada das chuvas em algumas regiões durante o período de plantio, que não afetou significativamente a produtividade média, que deve alcançar 3 396 kg/ha.
O Paraná, segundo maior produtor nacional, deve produzir 20,5 milhões de toneladas, com alta de 26,5% em relação à safra anterior e aumento de 25,3% na produtividade. Goiás e Mato Grosso do Sul, que fecham o ranking dos maiores produtores nacionais, reajustaram as estimativas de rendimento médio no mês de fevereiro em 4,5% e 3,0%, respectivamente.
Este incremento impactou a produção estimada, que deve crescer 14,2% em Goiás e 17,1% no Mato Grosso do Sul em 2020. Bahia e Pará foram outros dois estados que apresentaram reajustes significativos na produção, com aumento de 4,2% e 6,4%, respectivamente.
SORGO (grão) – A estimativa da produção alcançou 2,7 milhões de toneladas, crescimento de 1,7% em relação ao mês anterior. Este resultado se apoia na estimativa da safra goiana, que cresceu 6,0% este mês, devido à maior área cultivada.
Em relação ao ano anterior, a produção apresenta crescimento de 4,9%, com destaque para o rendimento médio, que deve crescer 5,1%. O Mato Grosso do Sul e a Bahia reduziram suas projeções de produção em 7,7% e 14,9%, respectivamente. A área cultivada é a principal variável que influenciou nesse resultado, com decréscimos de 6,3% e 10,0%, respectivamente.
Os maiores crescimentos nas estimativas da produção, em relação ao ano anterior, estão sendo verificados em Goiás, 17,0% ou 186,4 mil toneladas, sendo esse o maior produtor nacional, com participação de 47,2%; em Minas Gerais, 3,1% ou 26,4 mil toneladas; no Mato Grosso, 28,7% ou 39,3 mil toneladas; na Bahia, 22,7% ou 15,8 mil toneladas; em Tocantins, com 6,5% ou 3,2 mil toneladas; no Mato Grosso do Sul, 2,4% ou 834 toneladas; e no Distrito Federal, 40,0% ou 9,6 mil toneladas.
Fonte: IBGE
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