Já para o café canephora, a estimativa da produção, de 885,3 mil toneladas, ou 14,8 milhões de sacas de 60 kg, apresenta declínio de 4,1% em relação ao ano anterior. As estimativas de produção encontram-se menores no Espírito Santo (-6,2%), Minas Gerais (-5,9%) e Bahia (-1,4%), e maior em Rondônia (4,1%).

CANA-DE-AÇÚCAR – A produção brasileira pode alcançar 674,3 milhões de toneladas, crescimento de 0,7% em relação ao mês anterior. São Paulo continua sendo o maior produtor nacional, com 341,8 milhões de toneladas, responsável por 50,7% da produção. Em fevereiro, a estimativa da produção de Goiás cresceu 5,3%, tendo a produtividade alcançado 81 482 kg/ha, aumento de 5,0%. Esse Estado é o segundo maior produtor brasileiro, com 77,9 milhões de toneladas, participando com 11,5% do total nacional.

O clima, bastante chuvoso, tem propiciado um bom desenvolvimento das lavouras, que se encontram em pleno desenvolvimento vegetativo. No Mato Grosso do Sul, a estimativa da produção cresceu 1,0%, devido, principalmente, ao aumento de 1,5% da área plantada e da ser colhida. A produção deverá alcançar 51,6 milhões de toneladas. Em relação a 2019, as estimativas de produção apresentam acréscimo de 1,0%, com crescimento de 0,7% na área destinada à colheita. Esse aumento se deve à maior renovação dos canaviais em 2019.

FEIJÃO (em grão)– A produção estimada foi de 3,1 milhões de toneladas. Os maiores produtores, somadas as três safras, são Paraná com 24,8%, Minas Gerais com 16,1% e Goiás com 10,8% de participação na produção nacional. Em relação à safra de 2019, a produção total de feijão deverá ser 1,5% maior, devido, principalmente, ao aumento de 3,1% na estimativa do rendimento médio, pois na área a ser colhida, estimou-se uma redução de 1,6%.

A 1ª safra de feijão foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, um aumento de 0,7% na produção frente à estimativa de janeiro, o que representa 8 728 toneladas. Destaques positivos para o Paraná, que teve a estimativa de produção aumentada em 4,4% (13.409 toneladas) e Goiás, que aumentou sua estimativa em 1,6% (1.647 toneladas) e negativo para o Pará, cuja estimativa da produção apresentou declínio de 40,2% (-6 358 toneladas).

A comparação anual para a 1ª safra mostra alta de 4,5% na estimativa de produção, refletindo aumentos de 2,6% na área colhida e de 1,8% no rendimento médio. Destaques positivos para o Paraná, com aumento de 29,1% na estimativa de produção (+71 910 toneladas) e para o Piauí com aumento de 29,0% (+22.227 toneladas). Os destaques negativos são a Bahia, com redução de 20,6% (-35 520 toneladas) e Goiás, com declínio de 4,1% (-4 550 toneladas).

Para a 2ª safra de feijão foi estimada uma produção de 1,3 milhão de toneladas, declínio de 0,9%, ou -11 067 toneladas, em relação ao mês anterior, acompanhando a redução de 1,4% na área colhida. O Mato Grosso do Sul foi destaque negativo, pois teve uma redução de 38,5% na estimativa de produção em relação a janeiro, o que representou menos 11 206 toneladas.

Em Goiás, a estimativa da produção apresentou aumento de 1,9% (1 550 toneladas). A estimativa de produção de janeiro para a 2ª safra foi superior à de 2019 em 9,2%. Destaques positivos para a Paraíba (202,1%), Alagoas (85,7%), Bahia (56,6%) e Paraná (21,1%). Os estados com redução da estimativa de produção foram Tocantins (11,3%), Minas Gerais (15,6%), São Paulo (34,7%) e Mato Grosso do Sul (41,8%).

Para a 3ª safra de feijão, a previsão é de queda de 0,5% na produção em relação ao mês anterior (-2 387 toneladas). Goiás foi o estado que promoveu a maior influência nesse resultado, pois as estimativas indicam redução de 1,6%. A estimativa para a 3ª safra de feijão, de 469,9 mil toneladas, é 20,1% inferior à de 2019. As Unidades da Federação responsáveis por essa diminuição foram: Minas Gerais (8,6%), São Paulo (57,8%) e Mato Grosso (28,9%).

MANDIOCA (raiz) – A estimativa da produção de mandioca foi de 19,0 milhões de toneladas, declínio de 1,8% em relação ao mês anterior. As reduções foram mais expressivas no Pará (-5,8% ou 237,0 mil toneladas) e Paraná (-4,6% ou 160,4 mil toneladas). Preços pouco compensadores têm desestimulado o plantio.

Na 1ª safra de milho, a produção alcançou 27,1 milhões de toneladas, acréscimo de 0,3% em relação à informação do mês anterior. Em relação a 2019, a produção foi 4,2% maior, havendo incrementos de 2,3% na área plantada e de 0,3% no rendimento médio. A área a ser colhida apresentou aumento de 3,9%.