Na semana passada, Bolsonaro ameaçou acatar pedido feito por secretários estaduais de segurança pública e separar a área do Ministério da Justiça ─ o que diminuiria o poder de Moro no governo. O presidente, no entanto, recuou da possibilidade e disse que a chance de isso acontecer hoje era “zero”.
Desde que pendurou a toga e embarcou na política, Moro protagonizou uma série de embates com o presidente – embora publicamente fale em respeito à “cadeia de comando” e ambos neguem qualquer atrito.
Uma de suas derrotas mais recentes foi a sanção da implementação do juiz de garantias por Bolsonaro – medida que acabou suspensa pelo Supremo Tribunal Federal. Embora o ministro pedisse o veto ao trecho que previa tal alteração no pacote anticrime, o presidente optou por não atender a demanda.
No percurso, o ministro também foi obrigado a recuar do convite à cientista política Ilona Szabó, diretora do Instituto Igarapé, para integrar o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária; não pôde participar da formulação de decreto que flexibilizava o porte de armas (posteriormente derrubado pelo Congresso); perdeu o controle do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras; e viu seu pacote anticrime sofrer atrasos e modificações sem defesa enfática do governo.
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Fonte: Infomoney Blog Epolitica
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