Secretário e deputado federal afirma querer barrar uso de armas de guerra por parte de criminosos

 


O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, deve se licenciar nesta quarta-feira (5) de seu cargo no governo estadual para reassumir o mandato de deputado federal em Brasília. O prazo de afastamento é de quinze dias. Em seu lugar na pasta ficará o secretário-adjunto, Osvaldo Nico Gonçalves.
De volta à Câmara, Derrite deve ser o relator do Projeto de Lei (PL) que equipara facções criminosas a grupos terroristas. Ele justifica a medida como forma de inibir práticas adotadas por esses grupos, como uso de armamento de guerra e de veículos blindados para assaltos e controle de áreas, além da execução de barreiras humanas.
— O que está acontecendo em alguns locais do país, como no Rio de Janeiro, onde há um domínio de território e exploração de outras atividades que não deveriam ser exploradas pelo crime, como distribuição de energia, internet, água, gás e mototáxi, é uma questão que extrapola a segurança pública e que já entra na questão da soberania — afirmou Derrite na segunda-feira durante um evento em Itu (SP).
No mesmo local, o agora deputado federal disse desconhecer o teor do projeto antimáfia, de autoria do governo Lula, cujos principais pontos envolvem a definição de facção criminosa como uma organização criminosa qualificada na legislação penal. Outro ponto é o estabelecimento de penas maiores para crimes cometidos nessas circunstâncias, como homicídio, que passa a ser tratado como hediondo. O secretário paulista adiantou, porém, que “qualquer iniciativa que venha a encarecer o custo do crime vai ter o nosso apoio”.
Também na segunda-feira, Tarcísio abordou o tema, ao ser perguntado sobre as ações em tramitação no Congresso.
— A gente tem o PL do Danilo Fortes (União-CE) que deve ser relatado pelo Derrite. Isso foi combinado com o próprio presidente da Câmara. A ideia é que a gente possa pensar em um projeto e a partir dali fazer um melhor texto, um texto que nos dê a segurança para o que a gente quer — disse Tarcísio, em evento em Guarulhos.

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Leia matéria completa  em O Globo https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/11/04/derrite-se-licencia-da-secretaria-de-seguranca-de-sp-para-voltar-a-camara-e-relatar-projeto-que-equipara-faccoes-criminosas-a-grupos-terroristas.ghtml

Tue, 04 Nov 2025 14:59:01 -0000

 

 


O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, deve se licenciar nesta quarta-feira (5) de seu cargo no governo estadual para reassumir o mandato de deputado federal em Brasília. O prazo de afastamento é de quinze dias. Em seu lugar na pasta ficará o secretário-adjunto, Osvaldo Nico Gonçalves.
De volta à Câmara, Derrite deve ser o relator do Projeto de Lei (PL) que equipara facções criminosas a grupos terroristas. Ele justifica a medida como forma de inibir práticas adotadas por esses grupos, como uso de armamento de guerra e de veículos blindados para assaltos e controle de áreas, além da execução de barreiras humanas.
— O que está acontecendo em alguns locais do país, como no Rio de Janeiro, onde há um domínio de território e exploração de outras atividades que não deveriam ser exploradas pelo crime, como distribuição de energia, internet, água, gás e mototáxi, é uma questão que extrapola a segurança pública e que já entra na questão da soberania — afirmou Derrite na segunda-feira durante um evento em Itu (SP).
No mesmo local, o agora deputado federal disse desconhecer o teor do projeto antimáfia, de autoria do governo Lula, cujos principais pontos envolvem a definição de facção criminosa como uma organização criminosa qualificada na legislação penal. Outro ponto é o estabelecimento de penas maiores para crimes cometidos nessas circunstâncias, como homicídio, que passa a ser tratado como hediondo. O secretário paulista adiantou, porém, que “qualquer iniciativa que venha a encarecer o custo do crime vai ter o nosso apoio”.
Também na segunda-feira, Tarcísio abordou o tema, ao ser perguntado sobre as ações em tramitação no Congresso.
— A gente tem o PL do Danilo Fortes (União-CE) que deve ser relatado pelo Derrite. Isso foi combinado com o próprio presidente da Câmara. A ideia é que a gente possa pensar em um projeto e a partir dali fazer um melhor texto, um texto que nos dê a segurança para o que a gente quer — disse Tarcísio, em evento em Guarulhos.