A Kimberly-Clark admite abertamente usar a celulose da Fibria e da Suzano para fabricar lenços de papel Kleenex e papel higiênico Andrex, mas disse que “como um dos maiores compradores de celulose de madeira, sabemos que proteger nossas florestas é fundamental para lidar com a mudança climática, conservação da biodiversidade e garantia de uma cadeia de suprimentos saudável e resiliente”.

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Eles relataram que fizeram uma visita com vários acionistas às plantações de eucalipto da Fibria e da Suzano na Bahia e no Espírito Santo em março, durante a qual constataram que “um progresso significativo está sendo feito pelas empresas, mas [que] há mais trabalho a fazer”.

Claramente, com a população mundial crescendo, a demanda por papel higiênico e lenços de papel também vai disparar, com empresas de celulose e papel, e investidores como o BNDES, querendo aproveitar essa demanda com cada vez mais plantações de eucalipto. Mas, com a mesma clareza, as realidades apresentadas pela Kimberly-Clark e pela Suzano divergem extremamente da realidade dos cidadãos de comunidades tradicionais como Forquilha, onde Maria Sônia Silva de Carvalho ainda treme de medo quando ouve uma van passando à noite.

Essa reportagem foi produzida por meio de uma parceria de republicação entre Repórter Brasil e Mongabay e pode ser lida em inglês aqui

 

 

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Fonte: Reporter Brasil