Artista comenta também sobre protagonismo feminino na música gospel, desafios do mercado e novas formas de se destacar no segmento

Com 15 anos de carreira, Daniela Araújo celebra um momento de plenitude pessoal e profissional. A cantora gospel chega ao grande público da TV aberta com sua música “Menino de Papel”, que integra a trilha sonora da novela “Três Graças”, da Globo. Entre a maternidade, o casamento e os desafios de se reinventar como mulher e artista, ela compartilha uma trajetória marcada por fé, coragem e a habilidade de transformar recomeços em arte inspiradora.
Confira: Fenômeno da música gospel, Gabriela Rocha fala sobre carreira e sucesso com público
Bate-papo: Julliany Souza fala sobre Grammy, maternidade e equilíbrio entre carreira e família
“Estamos todos muito felizes com essa conquista porque a gente acredita que todos os segmentos precisam ter seus representantes em oportunidades como essa, como a novela ‘Três Graças’, que está com núcleo gospel, e eu me sinto uma representante do meu segmento para passar essa mensagem em rede nacional, que é um privilégio para mim”, conta ao GLOBO.
Ao longo dos anos, Daniela passou por diferentes fases de amadurecimento. Para ela, o momento de reorganizar a rotina e dedicar-se à família foi decisivo.
“A melhor decisão que eu tomei na minha vida foi me dedicar a me reestruturar, a ter a minha família, quando a vida me obrigou a recomeçar. E como é nítido como a vida funciona, quando a gente planta harmonia, comunhão com Deus, é isso que a gente colhe. Então, eu acredito que tudo isso que a gente está colhendo, vivendo, é resultado de toda essa reestruturação, de todo esse preparo, de toda essa comunhão que a gente está vivendo com Deus nesse momento”, afirma.
Maternidade, fé e música: Daniela Araújo fala sobre 15 anos de carreira
Divulgação Rafa Sanfilippo
Daniela observa que a música gospel sempre foi um espaço de emoção e espiritualidade, mas que hoje se abre para experimentações estéticas e sonoras. Ela enxerga a mulher assumindo um papel cada vez mais relevante nesse cenário.
“No caso da música gospel, nós sempre tivemos mais representantes mulheres do que homens, mas eu acredito que agora é o momento da gente conseguir conquistar mais espaços. Espaços mais influentes e mais expressivos para que a gente consiga mostrar toda essa diversidade não apenas no estilo musical, como também na qualidade de composição e de produção que nós temos no nosso segmento”, explica.
Maternidade, fé e música: Daniela Araújo fala sobre 15 anos de carreira
Divulgação Rafa Sanfilippo
Além de cantora e compositora, Daniela é produtora musical e atua em um ambiente ainda majoritariamente masculino. A trajetória exigiu determinação e autoconfiança.
“Eu cresci num ambiente onde meus pais eram produtores, depois eu comecei a trabalhar com o meu irmão, Jorginho Araújo, que também era produtor, e depois ainda casei com o André Nine, que é um produtor, que trabalha em um segmento que é majoritariamente masculino, no caso do trap e do rap. E eu acredito que uma das coisas que me fez vencer todos os desafios foi nunca me deixar levar, nunca me deixar ser desrespeitada, sempre saber bem onde eu quero chegar com as minhas ideias, com o meu trabalho, saber me impor, levar também numa boa, não levar muito para o pessoal. E com o tempo a gente vai mostrando a que veio, vai conquistando o nosso espaço, vai mostrando para as pessoas toda a nossa bagagem profissional e a gente acaba não precisando levantar pautas porque a pauta se torna a sua própria vida. A sua vida é a pauta e assim a gente vive bem e consegue lidar com todo mundo sem classificar por gênero, mas todos ali no mesmo objetivo para alcançar o melhor resultado possível”, diz.
Na esfera pessoal e profissional, a maternidade e o casamento se tornaram pilares que moldam não apenas sua rotina, mas também a forma como compartilha as experiências com quem a acompanha.
“A maternidade é uma bênção quando ela acontece no momento certo, com a pessoa certa, da maneira certa. E foi isso que aconteceu comigo, graças a Deus. A maternidade reflete no meu trabalho da melhor maneira possível porque hoje, além de eu fazer tudo em função da minha família, que é a minha estrutura, para o meu próprio trabalho, eu quero que os meus filhos tenham a melhor experiência em relação a tudo o que a gente faz para Deus. Então é inevitável eu não fazer as coisas sem pensar em como eles estão encarando, em como eu estou educando, em como eu estou sendo exemplo, inclusive em relação ao meu público, que acredito que foi a primeira troca de certa forma maternal que eu tive. Então, hoje, sendo de fato mãe, me faz ter mais noção ainda do que eu estou passando para as pessoas em relação às minhas músicas porque é sobre cuidar também. As pessoas se sentem alcançadas com as letras, elas se sentem curadas, elas se sentem abençoadas. Não deixo de ser um maternar e, com certeza, eu acredito que só tende a melhorar e as pessoas que me acompanham vão sentir toda essa maturidade no meu próximo álbum”, relata.
Maternidade, fé e música: Daniela Araújo fala sobre 15 anos de carreira
Divulgação Sarah Castello
A reflexão sobre recomeço e vulnerabilidade atravessa toda a obra de Daniela. “Recomeçar para mim significa resetar e todo dia a gente pode recomeçar, dependendo do processo que a gente vive. Eu acredito que a chave é a humildade para a gente conseguir superar os desafios da nossa vida, vencer o nosso ego e estar sempre melhorando e alcançando novos patamares como pessoa, como artista, como esposa, mulher, amiga, filha, em relação a todos os papéis que a gente tem que cumprir no decorrer da nossa vida”, destaca.
E ela percebe que o público também está mais aberto a ouvir mensagens fora do contexto religioso tradicional:
“A música é muito cíclica em todos os segmentos. Há 15 anos, quando eu comecei, a gente estava vivendo um momento muito bom, onde as pessoas já estavam um pouco cansadas, saturadas do que estava rolando há 10, 15, 20 anos. E eu acredito que, conseguindo novos espaços, conseguindo mais divulgação, conseguindo pessoas autênticas para começarem a diversificar mais na música, eu acredito que a gente vai ter mais chances de ouvir pessoas que, muitas vezes, não seriam alcançadas por músicas mais tradicionais, porque essa tem que ser a visão. A visão de alcançar aqueles que ainda não foram alcançados pelo que já têm com autenticidade, que sempre foi o que me moveu.”
Maternidade, fé e música: Daniela Araújo fala sobre 15 anos de carreira
Divulgação Sarah Castello
Ao olhar para os 15 anos de estrada, Daniela deixa uma mensagem inspiradora para mulheres que desejam recomeçar em qualquer área da vida.
“A minha mensagem para todas as mulheres que estão vendo essa entrevista é: se abra para a vida, se abra para novas oportunidades, se abra para fazer diferente, se abra para muitas vezes se despir das suas crenças para que você consiga ver a vida de outra forma, de outra ótica sempre com muita humildade no coração e entendendo que Deus tem um propósito lindo para todos nós. Muitas vezes a gente não entende certas coisas, mas eu acredito que, quando a gente se abre para a vida, ela sorri para nós”, declara.
Divulgação Rafa Sanfilippo
Leia matéria completa em O Globo https://oglobo.globo.com/ela/gente/noticia/2025/11/04/daniela-araujo-abre-o-jogo-sobre-carreira-maternidade-e-sucesso-com-menino-de-papel-em-tres-gracas-me-sinto-uma-representante-do-meu-segmento.ghtml
Tue, 04 Nov 2025 15:29:01 -0000

Com 15 anos de carreira, Daniela Araújo celebra um momento de plenitude pessoal e profissional. A cantora gospel chega ao grande público da TV aberta com sua música “Menino de Papel”, que integra a trilha sonora da novela “Três Graças”, da Globo. Entre a maternidade, o casamento e os desafios de se reinventar como mulher e artista, ela compartilha uma trajetória marcada por fé, coragem e a habilidade de transformar recomeços em arte inspiradora.
Confira: Fenômeno da música gospel, Gabriela Rocha fala sobre carreira e sucesso com público
Bate-papo: Julliany Souza fala sobre Grammy, maternidade e equilíbrio entre carreira e família
“Estamos todos muito felizes com essa conquista porque a gente acredita que todos os segmentos precisam ter seus representantes em oportunidades como essa, como a novela ‘Três Graças’, que está com núcleo gospel, e eu me sinto uma representante do meu segmento para passar essa mensagem em rede nacional, que é um privilégio para mim”, conta ao GLOBO.
Ao longo dos anos, Daniela passou por diferentes fases de amadurecimento. Para ela, o momento de reorganizar a rotina e dedicar-se à família foi decisivo.
“A melhor decisão que eu tomei na minha vida foi me dedicar a me reestruturar, a ter a minha família, quando a vida me obrigou a recomeçar. E como é nítido como a vida funciona, quando a gente planta harmonia, comunhão com Deus, é isso que a gente colhe. Então, eu acredito que tudo isso que a gente está colhendo, vivendo, é resultado de toda essa reestruturação, de todo esse preparo, de toda essa comunhão que a gente está vivendo com Deus nesse momento”, afirma.
Maternidade, fé e música: Daniela Araújo fala sobre 15 anos de carreira
Divulgação Rafa Sanfilippo
Daniela observa que a música gospel sempre foi um espaço de emoção e espiritualidade, mas que hoje se abre para experimentações estéticas e sonoras. Ela enxerga a mulher assumindo um papel cada vez mais relevante nesse cenário.
“No caso da música gospel, nós sempre tivemos mais representantes mulheres do que homens, mas eu acredito que agora é o momento da gente conseguir conquistar mais espaços. Espaços mais influentes e mais expressivos para que a gente consiga mostrar toda essa diversidade não apenas no estilo musical, como também na qualidade de composição e de produção que nós temos no nosso segmento”, explica.
Maternidade, fé e música: Daniela Araújo fala sobre 15 anos de carreira
Divulgação Rafa Sanfilippo
Além de cantora e compositora, Daniela é produtora musical e atua em um ambiente ainda majoritariamente masculino. A trajetória exigiu determinação e autoconfiança.
“Eu cresci num ambiente onde meus pais eram produtores, depois eu comecei a trabalhar com o meu irmão, Jorginho Araújo, que também era produtor, e depois ainda casei com o André Nine, que é um produtor, que trabalha em um segmento que é majoritariamente masculino, no caso do trap e do rap. E eu acredito que uma das coisas que me fez vencer todos os desafios foi nunca me deixar levar, nunca me deixar ser desrespeitada, sempre saber bem onde eu quero chegar com as minhas ideias, com o meu trabalho, saber me impor, levar também numa boa, não levar muito para o pessoal. E com o tempo a gente vai mostrando a que veio, vai conquistando o nosso espaço, vai mostrando para as pessoas toda a nossa bagagem profissional e a gente acaba não precisando levantar pautas porque a pauta se torna a sua própria vida. A sua vida é a pauta e assim a gente vive bem e consegue lidar com todo mundo sem classificar por gênero, mas todos ali no mesmo objetivo para alcançar o melhor resultado possível”, diz.
Na esfera pessoal e profissional, a maternidade e o casamento se tornaram pilares que moldam não apenas sua rotina, mas também a forma como compartilha as experiências com quem a acompanha.
“A maternidade é uma bênção quando ela acontece no momento certo, com a pessoa certa, da maneira certa. E foi isso que aconteceu comigo, graças a Deus. A maternidade reflete no meu trabalho da melhor maneira possível porque hoje, além de eu fazer tudo em função da minha família, que é a minha estrutura, para o meu próprio trabalho, eu quero que os meus filhos tenham a melhor experiência em relação a tudo o que a gente faz para Deus. Então é inevitável eu não fazer as coisas sem pensar em como eles estão encarando, em como eu estou educando, em como eu estou sendo exemplo, inclusive em relação ao meu público, que acredito que foi a primeira troca de certa forma maternal que eu tive. Então, hoje, sendo de fato mãe, me faz ter mais noção ainda do que eu estou passando para as pessoas em relação às minhas músicas porque é sobre cuidar também. As pessoas se sentem alcançadas com as letras, elas se sentem curadas, elas se sentem abençoadas. Não deixo de ser um maternar e, com certeza, eu acredito que só tende a melhorar e as pessoas que me acompanham vão sentir toda essa maturidade no meu próximo álbum”, relata.
Maternidade, fé e música: Daniela Araújo fala sobre 15 anos de carreira
Divulgação Sarah Castello
A reflexão sobre recomeço e vulnerabilidade atravessa toda a obra de Daniela. “Recomeçar para mim significa resetar e todo dia a gente pode recomeçar, dependendo do processo que a gente vive. Eu acredito que a chave é a humildade para a gente conseguir superar os desafios da nossa vida, vencer o nosso ego e estar sempre melhorando e alcançando novos patamares como pessoa, como artista, como esposa, mulher, amiga, filha, em relação a todos os papéis que a gente tem que cumprir no decorrer da nossa vida”, destaca.
E ela percebe que o público também está mais aberto a ouvir mensagens fora do contexto religioso tradicional:
“A música é muito cíclica em todos os segmentos. Há 15 anos, quando eu comecei, a gente estava vivendo um momento muito bom, onde as pessoas já estavam um pouco cansadas, saturadas do que estava rolando há 10, 15, 20 anos. E eu acredito que, conseguindo novos espaços, conseguindo mais divulgação, conseguindo pessoas autênticas para começarem a diversificar mais na música, eu acredito que a gente vai ter mais chances de ouvir pessoas que, muitas vezes, não seriam alcançadas por músicas mais tradicionais, porque essa tem que ser a visão. A visão de alcançar aqueles que ainda não foram alcançados pelo que já têm com autenticidade, que sempre foi o que me moveu.”
Maternidade, fé e música: Daniela Araújo fala sobre 15 anos de carreira
Divulgação Sarah Castello
Ao olhar para os 15 anos de estrada, Daniela deixa uma mensagem inspiradora para mulheres que desejam recomeçar em qualquer área da vida.
“A minha mensagem para todas as mulheres que estão vendo essa entrevista é: se abra para a vida, se abra para novas oportunidades, se abra para fazer diferente, se abra para muitas vezes se despir das suas crenças para que você consiga ver a vida de outra forma, de outra ótica sempre com muita humildade no coração e entendendo que Deus tem um propósito lindo para todos nós. Muitas vezes a gente não entende certas coisas, mas eu acredito que, quando a gente se abre para a vida, ela sorri para nós”, declara.