Já a Marcopolo (POMO4), que é sediada em Caxias do Sul (RS) e produz carrocerias de ônibus, comunicou que a sua fábrica na China só volta a funcionar a partir do dia 10, se não surgirem novos problemas por conta do coronavírus.
Quanto às aéreas brasileiras, a exposição direta em China é vista como pouco significativa.
O Morgan Stanley aponta que, diferentemente da Europa, a América Latina tem uma exposição pequena ao turismo chinês (cerca de 0,2% dos voos diretos).
Para traçar um paralelo, os analistas lembram ainda o caso de H1N1 em 2009 e o impacto na América Latina, principalmente no México, que foi o país que mais sofreu. No país, também impactado pela crise econômica global, onde uma queda no tráfego aéreo de 20% no terceiro trimestre na base anual (quando a pandemia atingiu o pico) e 11% no ano como um todo. No Brasil, em contraste, as aéreas locais expandiram a sua capacidade doméstica e internacional em 15% e 2%, respectivamente.
Porém, conforme aponta a XP Investimentos, apesar de não ser muito significativo, caso os impactos do surto se prolonguem no médio prazo, poderemos continuar vendo pressão nos preços de ações brasileiras ligadas à demanda chinesa, o que incluiria também as aéreas e as empresas de turismo como Gol (GOLL4), Azul (AZUL4) e CVC (CVCB3).
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Neste cenário, a queda dos preços do petróleo, com o tipo brent indo para menos de US$ 58 pode ser um mitigador da baixa das ações das aéreas, uma vez que o petróleo mais baixo diminui os custos – grande parte deles vem do combustível querosene, que é derivado do petróleo, para o avião. Por outro lado, a alta do dólar neste momento de aversão ao risco pode afetar negativamente empresas como a Gol, que possui endividamento em dólar.
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Fonte: Infomoney Mercados rss
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