Agora, a demanda por novas aeronaves está em cheque, pelo menos no curto prazo. A Boeing anunciou, na última quarta-feira (11), que recebeu um pedido de 17 aviões modelo 787 Dreamliner e uma unidade do 767 em fevereiro, um de seus melhores meses de vendas desde que a crise do Max começou.

Mas também informou que foram cancelados pedidos de 41 jatos 737 Max, além de um 777 e quatro outros Dreamliners durante o mesmo mês.

Enquanto o modelo está sob escrutínio, a empresa gasta mais do que ganha, acumula dívidas e fragiliza o balaço: ou seja, está ficando mais alavancada e está consumindo mais caixa. Esse processo continua até que a produção normalize.

“Acredito que isso leva pelo menos mais esse ano. Se tudo der certo, a empresa vai entregar as 400 aeronaves em estoque e conseguirá gerir o balanço”, diz.

“Estrela do setor”

“A Boeing é uma empresa indispensável pra cadeia aérea. Sem ela não tem avião pra voar porque a Airbus não supre toda a demanda. E também é empresa estrela dos EUA, sendo fornecedora de produtos militares”, resume o analista. “Por isso, ela vai atravessar o momento turbulento”.

“Será um ano difícil, mas a normalização do processo fará com que a Boeing saia desse momento bem rápido. Eu vejo duas empresas diferentes: a de 2020 frágil e a de 2022 recuperada. Hoje, a questão do Max é exógena, depende da aprovação da autoridade americana para voltar a operar e esse é o desafio”, afirma.

Os problemas com a aprovação do 737 Max e de definir um cronograma de entrega das unidades são outra parte do motivo pelo qual a Boeing enfrenta um desafio maior contra o vírus do que a rival Airbus.

“Já ia levar tempo para voltar ao normal. E o coronavírus dificulta o momento dessa recuperação”, afirmou Ron Epstein, analista do Bank of America Merrill Lynch.

Crise é passageira

Os executivos da Boeing sugeriram que o impacto do vírus sobre os pedidos e entregas é de curto prazo.

“Acreditamos que o efeito coronavírus é de curto prazo e passamos muito tempo com nossos clientes na China procurando oportunidades de como ajudá-los. É algo que todos nós vamos nos concentrar e certamente posso ver isso impactando resultado de tráfego e algumas entregas no primeiro trimestre”, afirmou Greg Smith, diretor financeiro da Boeing, segundo o site da CNN.

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Fonte: Infomoney Blog Epolitica

 

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