
De acordo com os últimos dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o novo coronavírus (conhecido como Covid-19) já conta com 167 mil casos confirmados e 6,6 mil mortes. Sendo que, no Brasil, já existem 200 confirmações e 2 mortes.
Por conta do alto nível de contágio da doença — já classificada como pandemia — a indicação das autoridades de saúde é que as pessoas fique o máximo possível em casa, de preferência trabalhando dentro do sistema de home office.
Mas é fato que a possibilidade de trabalhar em casa é restrita a algumas profissões e que a expansão desse vírus ocorre em um momento no qual o trabalho informal está em crescimento no país. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), a taxa de informalidade alcançou níveis recordes em 19 Estados, com uma média de 41% (ou 38,4 milhões de pessoas).
E os profissionais que trabalham como motoristas e entregadores de aplicativos estão dentre o público com maiores chances de contágio, por conta dos longos trajetos por diversas partes da cidade e contato com o público.
Desde o final da semana passada, a maior parte das empresas que trabalham com motoristas e entregadores vem se posicionando para informar quais medidas estão sendo adotadas para auxiliar na prevenção e suporte a esse público.
Abaixo, você confere o posicionamento das companhias:
99
A DiDi Chixing, companhia de apps de corrida e dona da operação da 99, anunciou a criação de um fundo de US$ 10 milhões para apoiar motoristas e entregadores parceiros da empresa diagnosticados com o vírus.
A empresa também criou uma página em que apresenta os sintomas da doença e sugestões de canais de atendimento, como o Disque SUS (136) e o WhatsApp do Ministério da Saúde (61 99289-4640).
iFood
A startup criou um fundo de R$ 1 milhão destinado a “dar suporte àqueles que necessitem permanecer em quarentena”. De acordo com a companhia, caso o entregador tenha a suspeita ou confirmação do vírus, ele deve entrar em contato com a companhia para receber o benefício.
Mais detalhes como funcionamento do fundo, condições para requisição e tempo em que o benefício será usufruído serão apresentamos em breve.
James
Entramos em contato com a plataforma James, de propriedade do Pão de Açúcar e que utiliza motoboys para intermediar a entrega de produtos, mas a companhia não conseguiu nos dar um retorno até o fechamento da reportagem.
Rappi
A companhia informou que disponibilizará uma opção de entrega em domicílio sem contato físico, que será selecionada dentro do aplicativo ou indicada via chat para o entregador. Nessa modalidade, o pagamento é feito já pelo cartão de crédito e o entregador deixará o pedido na porta, sem contato.
A marca também está distribuindo álcool gel 70% e máscaras antibacterianas. Outra medida adotada é o incentivo as opções de pagamento via app, para que assim exista o menor contato possível.
Uber
A ride-hailing também disponibilizou um site com dicas para que os parceiros preservem suas condições de saúde. No portal, a companhia informa que fornecerá 14 dias de ajuda financeira aos motoristas que foram diagnosticados com Covid-19 ou que tiverem a quarentena solicitada por uma autoridade de saúde pública.
A companhia respondeu à solicitação da Computerworld com o seguinte posicionamento:
“Estamos sempre trabalhando para ajudar a manter todos os que usam a Uber em segurança. Temos uma equipe global dedicada, que conta com a consultoria de um especialista em saúde pública, trabalhando para responder em todas as cidades em que operamos em todo o mundo. Permanecemos em contato próximo com as autoridades locais de saúde pública e continuaremos a seguir as orientações para ajudar a impedir a propagação do coronavírus.”
O post Coronavírus: o que as empresas de app estão fazendo para apoiar parceiros? apareceu primeiro em Computerworld.
Fonte: Computer Word
Infoeconomico.com.br – Seu Portal de Notícias