Nos 12 meses encerrados em fevereiro de 2020, o IDP totalizou US$ 76,7 bilhões, correspondendo a 4,22% do PIB (Produto Interno Bruto), em comparação a US$ 78,3 bilhões (4,28% do PIB) no mês anterior.
Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo.
Em fevereiro, a saída líquida de investimento em carteira no mercado doméstico somou US$ 3,358 bilhões, com saídas líquidas de US$ 4,495 bilhões em ações e fundos de investimento e ingressos líquidos de US$ 1,137 bilhão em títulos de dívida.
No caso de ações totais (negociadas nos mercados doméstico e externo), as saídas líquidas de fevereiro de 2020 de US$ 4,428 bilhões são as mais elevadas desde outubro de 2008 (saídas líquidas de US$ 6,065 bilhões).
No primeiro bimestre deste ano, houve saídas líquidas de US$ 1,907 bilhão nesses tipos de investimento, contra a entrada líquida de US$ 10,714 bilhões observados em igual período, em 2019.
Segundo Rocha, em março, “os fluxos de IDP continuarão sólidos”, com resultado parcial até o dia 23 em US$ 6 bilhões. “Por outro lado, tem havido saídas líquidas mais significativas em instrumentos de portfólio [carteira] no país, enquanto continua bastante elevada a taxa de rolagem para papéis e empréstimos externos”.
“Conforme a entrevista do presidente do BC [Roberto Campos Neto] na última segunda-feira, os impactos da pandemia nos mercados financeiros são significativos, com o banco tomando todas as medidas necessárias para garantir a liquidez, em moeda estrangeira e nacional, e o funcionamento dos mercados”, disse o chefe do Departamento de Estatísticas da instituição, Fernando Rocha.
Previsões
Para o mês de março, a estimativa para o resultado em transações correntes é de déficit de US$ 1 bilhão, enquanto a de IDP é de ingressos líquidos de US$ 7 bilhões.
Source: EBC ECONOMIA
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