
A Agência de Inteligência Central americana (CIA, em inglês) publicou na semana passada os requisitos iniciais para um novo contrato envolvendo o uso de empresas de computação em nuvem para serviços internos na Commercial Cloud Enterprise (C2E), sua futura plataforma de cloud computing.
De acordo com detalhes do documento já divulgado, a proposta abrangeria a contratação separada para soluções de infraestrutura (infraestructure-as-a-service), plataforma (plataform-as-a-service) e software (software-as-a-service). O contrato também incluirá a aquisição em separado de ferramentas de gestão e integração multi-cloud, sendo que o tempo máximo de acordo será de quinze anos: cinco anos por padrão e até dois acréscimos opcionais de cinco anos cada.
O objetivo da agência é criar um tipo de nuvem para abrigar cada nível de classificação de informação hospedada em sua base, além de desenvolver ambientes customizados para armazenar os arquivos com maior nível de confidencialidade. De forma geral, a agência quer apostar em serviços multi-cloud para dar mais flexibilidade à troca de dados.
“As arquiteturas multi-cloud permitem que os serviços em nuvem sejam selecionados com base na estratégia de desenvolvimento e nos objetivos do projeto”, afirma o documento publicado pela CIA. “Em um ecossistema de várias nuvens, o governo obterá vantagens com o uso da área exclusiva de investimento de cada fornecedor em tecnologia, estratégia de segurança cibernética e melhores práticas”.
Há a ideia de, no futuro, utilizar a plataforma para o desenvolvimento de tecnologias que envolvam o uso de inteligência artificial e machine learning. O valor final de todos esses contratos não foi apresentado, mas estima-se que pode chegar na classe de dezenas de bilhões de dólares.
Nova disputa
Após ter vencido um contrato de US$ 600 milhões em 2013, a Amazon é atualmente a empresa que presta serviços de nuvem para a CIA. Porém, como a proposta atual contempla a assinatura de diferentes projetos em separados, é possível que mais de uma empresa seja responsável por fazer essa gestão e tenha que trabalhar em conjunto com pelo menos uma das rivais.
Além da AWS (subsidiária da Amazon no setor de computação em nuvem), Microsoft, IBM e Oracle também estão focadas no oferecimento de serviços para governos.
A Microsoft foi a última companhia a ganhar um contrato de destaque nos EUA: em outubro,foi a vencedora de um projeto para implementar um sistema de nuvem no Pentágono, avaliado em até US$ 10 bilhões. Em 2018, a companhia já havia ganhado um contrato quer permitir a 17 agência de inteligência a utilizarem a Azure Governement, plataforma pensada para esse público.
Já Oracle e IBM receberão certificações de agências de segurança federal, que permitirão às empresas entrarem em disputas de contrato que envolvam a guarda de dados mais sensíveis.
*Com informações da Bloomberg e FCW
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Fonte: Computer Word
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