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Já Fouto acredita que é natural que os investidores aposte nessas empresas com a retomada do ciclo econômico, porém ressalta que o impacto é maior nos players que possuem uma governança mais efetiva.
“O impacto é positivo em cima desses varejistas que são transparentes e que trabalham melhor. E isso independe de se a empresa é mais velha ou mais nova, pois temos exemplos de empresas mais antigas que conseguiram se renovar”.
Vestuário em retomada
Ainda em vestuário, Ana Paula Tozzi, presidente da AGR Consultores acrescenta que é preciso relembrar que este foi um dos segmentos que mais sofreram o impacto da crise.
“O mercado de ações voltou a discutir os papéis do setor, inclusive com possibilidades de abertura de capital ou novos investimentos. O cenário para esse segmento é muito convidativo, porque temos uma taxa de juros baixa e uma visão de consumo otimista. O que a gente vai enxergar além do crescimento das vendas é a volta dos investimentos nos canais de distribuição, inclusive nos físicos”, diz Tozzi.
Neste contexto, a Renner que apresentou o segundo maior lucro (R$580 milhões), entre as companhias de bens de consumo de janeiro a setembro de 2019, se configura com a maior exposição à melhora no ambiente de consumo frente às suas concorrentes Marisa (AMAR3), Guararapes (GUAR3), Hering (HGTX3) e C&A (CEAB3)
Mas o segmento ainda possui mercado suficiente para deslanchar outras empresas. A compra da Netshoes pelo Magazine Luiza (MGLU3) e a inserção da companhia no seu ecossistema multicanal evidencia a estratégia da varejista em se tornar relevante também neste segmento.
Outro player que, segundo Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, tem potencial dentro do setor é a Hering, pois apresenta uma gestão que pode “alçar a companhia a bons números no curto e médio prazo”.
“Em comparação aos pares, percebemos que a empresa é eficiente e desalavancada. Apesar de precificada, acreditamos que, em um cenário de juros baixo e ampliação do crédito, a companhia possa ser um vetor de capturar do novo varejo nacional”, aponta a Ativa em relatório.
Governança é diferencial
Apesar das apostas e especulações, os analistas apontam que o sucesso de qualquer companhia se dá através de uma governança eficaz.
Nesse cenário, se dará melhor quem já possui uma estrutura robusta para atender a possível volta efetiva do consumo.
“Do ponto de vista do preparo de capturar esse valor de venda, a Renner e Magalu são vistas de forma diferente dos demais concorrentes, porque são players preparados. O que vai ditar o crescimento da ações das demais é a capacidade de resposta delas às oportunidades que virão pela frente, pois não são pequenos o valor dos investimentos que deverão ser feitos”, afirma Tozzi.
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Fonte: Infomoney Mercados rss
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