Em 2020, o varejo virtual perdeu R$ 48 milhões com lentidão e instabilidade – mais de 70% das lojas virtuais saíram do ar em algum momento na Black Friday. Especialista orienta cuidados para e-commerce ter bons resultados na data
A intenção de compra dos brasileiros para a Black Friday deste ano é de 87,75%, segundo pesquisa da Conversion. E mesmo com o retorno do atendimento presencial nas lojas físicas, as vendas pelo e-commerce devem ter participação expressiva nos resultados. Ainda segundo a Conversion, cerca de 63% dos consumidores pretendem fazer suas compras online. No ano passado, as vendas do e-commerce na data ultrapassaram os R$ 5 bilhões, de acordo com levantamento da Neotrust/Compre&Confie, tendo sido considerada a Black Friday mais digital da história.
Por isso, é de extrema importância preparar o e-commerce para garantir que os consumidores consigam comprar, de maneira segura e facilitada, pelo desktop ou mobile. “Com tantos canais de vendas e com a forte presença do digital, é preciso oferecer uma plataforma que tenha bom desempenho em todos os meios de acesso. Também devemos levar em conta que 58% da população brasileira acessa a internet apenas pelo celular. Por isso, o site de vendas deve ser responsivo também para esse formato”, alerta Orlando Ovigli, sócio e VP de OmniCommerce do Grupo FCamara, consultoria de soluções tecnológicas e transformação digital.
Velocidade de carregamento: nem 1 segundo de espera
A velocidade de carregamento das páginas do site é um dos pontos de atenção. De acordo com dados da Sofist, consultoria que monitora lojas virtuais, um segundo de espera pode reduzir em até 27% a conversão das vendas. “A plataforma precisa rodar de forma rápida, pois esse é um aspecto que influencia muito a experiência do usuário. A velocidade de carregamento evita a perda de vendas por lentidão, faz com que o cliente permaneça na página e, assim, afeta a forma com que o Google avalia a experiência de navegação e o ranqueamento do site nas buscas orgânicas”, explica o executivo.
Em 2020, mais de 70% das lojas virtuais saíram do ar em algum momento na Black Friday e estima-se uma perda de cerca de R$ 48 milhões devido a lentidão e instabilidade, segundo a Sofist. “Devemos verificar e testar a infraestrutura da plataforma de vendas antes da Black Friday e, dessa forma, garantir que a loja permaneça no ar durante os picos de vendas”, orienta Ovigli.
Nuvem ajuda a garantir estabilidade
Para evitar instabilidades, a recomendação é entender quais são as expectativas de acesso e jogar uma margem de segurança em cima para assegurar a infraestrutura necessária. “Se a ideia é ter 50% a mais de tráfego na Black Friday, então a loja precisa se preparar para 70% a mais. O sucesso vem da prevenção. Vale lembrar que a nuvem oferece recursos de auto-scaling, que ajustam automaticamente a capacidade do site para manter um desempenho constante e previsível. E o lojista é cobrado apenas pelo real uso e consumo de recursos do seu ambiente”, destaca o especialista.
Ovigli ressalta também que é indispensável ter instalado um certificado SSL. “A ausência do SSL afeta negativamente o posicionamento orgânico nos resultados dos sites de busca. Além disso, a certificação é uma exigência dos gateways de pagamento e deixa o cliente mais seguro em realizar a compra”, explica.
Sobre o Grupo FCamara
Considerada a maior empresa de serviços para e-commerce da América Latina, a FCamara é uma consultoria de TI para resultados em negócios, que promove transformação digital ao prover múltiplas soluções tecnológicas, com atuação nos principais players do mercado de saúde, educação, indústrias, entre outros. Após imersão no Vale do Silício, fundou a Orange Ventures, sua própria Venture Builder, que já lançou diversas startups com foco B2B. Saiba mais: www.fcamara.com.br
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