
SÃO PAULO – A temporada de balanços tem início nesta sexta-feira (24) com a divulgação dos números da Hypera após o fechamento do mercado. Também em destaque, está o início da reabertura de operações pela Renner, Arezzo, Riacguelo e Iguatemi, além de acordo da BRF nos EUA. Entre as recomendações, os ADRs de Gol e Azul tiveram a recomendação cortada pelo Morgan Stanley, enquanto o Bradesco BBI reforçou compra para bancos privados. Confira mais destaques:
BRF (BRFS3)
A BRF assinou documento que estabelece os termos e condições para um acordo visando ao encerramento da class action intitulada “In re BRF S.A. Securities Litigation”, movida contra a BRF e determinados executivos na cidade de Nova York, segundo comunicado.
A BRF comprometeu-se a pagar US$ 40 milhões para encerrar todas as demandas pendentes e que possam vir a ser propostas por pessoas ou entidades que compraram ou de outra forma adquiriram ADRs entre 4 de abril de 2013 e 5 de março de 2018. O acordo está sujeito à homologação pelo tribunal bem como à celebração do documento final de acordo. A BRF diz que “acordo não implica reconhecimento de responsabilidade ou de prática de atos irregulares pela BRF ou seus executivos”.
Lojas Renner (LREN3)
A Lojas Renner anunciou na quinta (23), em comunicado ao mercado, que a partir desta sexta iniciará a reabertura gradual de algumas de suas lojas. A medida abrange “unidades pontuais” da Renner, Camicado, Youcom e Ashua, segundo o documento.
“As decisões para as retomadas são analisadas individualmente, respeitando os decretos governamentais locais, seguindo critérios técnicos sobre a extensão da pandemia em cada município e garantindo a segurança das pessoas e do negócio”, explicou o RI da companhia. Todas as unidades estão fechadas desde o dia 20 de março.
Ainda no comunicado, a companhia disse que “a Administração continuará alerta e diligente” e pode rever, ampliando ou reduzindo, o número de lojas em operação. A atualização do número de lojas abertas poderá ser confirmada diariamente pelo site de RI da Lojas Renner S.A.
O banco Itaú BBA avaliou que a reabertura das lojas é um fator positivo e até certo ponto já esperado, em seguido ao anúncio da reabertura de alguns shopping centers – a maioria das lojas da Renner está nos centros comerciais.
“Embora a empresa não tenha revelado quantas lojas serão reabertas, a medida é relevante porque a Renner foi a primeira varejista, das empresas da nossa cobertura, a anunciar fechamento da operação física por causa do Covid-19 e também é a primeira a reabri-la”, comenta o BBA. Segundo o banco, a medida da Renner deve ser seguida por outras empresas e será importante para tentar salvar as vendas das empresas antes da segunda data mais expressiva do varejo brasileiro, o Dia das Mães, que sempre cai no segundo domingo de maio.
Guararapes (GUAR3)
A Guararapes, controladora da Lojas Riachuelo, informou na manhã desta sexta-feira que decidiu a “reabertura escalonada” das suas lojas no país, cumprindo “com os decretos governamentais e seguindo um rígido protocolo de medidas preventivas em prol do cuidado e da saúde de colaboradores, clientes, fornecedores, parceiros e comunidades”.
Iguatemi (IGTA3)
O Iguatemi reabre o I Fashion Outlet Santa Catarina nesta sexta. A retomada acontecerá com horário reduzido, das 12h às 20h, segundo comunicado. A companhia diz que adotará medidas de proteção e segurança, como o reforço das rotinas de limpeza, álcool em gel à disposição, áreas de alimentação intensamente higienizadas e com distanciamento mínimo de 2 metros entre as mesas e equipes
treinadas para oferecer suporte aos clientes.
Os demais ativos da cia. continuam com suas operações suspensas, respeitando as determinações vigentes, ficando autorizadas de funcionar apenas as atividades essenciais e operações de
delivery, diz a Iguatemi.
Bancos
O Bradesco BBI atualizou as estimativas para bancos brasileiros, refletindo o novo cenário de crise que deve se traduzir em desaceleração de originação de crédito, deterioração de inadimplência e aumento de provisões, com os resultados do 1Q20 já devendo mostrar os primeiros sinais do que está por vir.
Os analistas apontam que, embora Itaú Unibanco (ITUB4), Santander Brasil (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3) sejam bem capitalizados, líquidos e com cobertura saudável para inadimplência, a mudança de cenário pode atingir forte os lucros de curto-médio prazo, com os novos números apontando para queda de lucros de 23% a 28% em 2020, com recuperação ao nível pré crise apenas em 2022.