A Log Commercial Properties, empresa de Belo Horizonte (MG) especializada no aluguel e gestão de prédios comerciais e industriais, informou que obteve um lucro líquido ajustado de R$ 17,1 milhões no 1º trimestre de 2020, uma expansão de 33,3% sobre igual período do ano passado. O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 26,6 milhões no 1º trimestre deste ano, um crescimento de 9% sobre igual período de 2019.
A receita líquida da Log cresceu 13% sobre o 1º trimestre do ano passado, para R$ 34 milhões no 1º trimestre deste ano. Como destaque, a empresa que atua em nove estados brasileiros afirma que entregou galpões industriais e imóveis comerciais com uma Área Bruta Locável (ABL) de 876,5 mil metros quadrados no 1º trimestre deste ano, um crescimento de 7,3% sobre o 1º trimestre do ano passado.
O banco Itaú BBA definiu como “ligeiramente positivos” os resultados do 1º trimestre da Log Commercial Properties. O BBA avalia que a Log apresentou “um crescimento modesto no período com a expansão do portfólio. Os dados operacionais foram saudáveis”. Segundo o banco, a perspectiva da empresa é boa, com novos projetos de galpões industriais e três aquisições de terrenos no projeto chamado “todos por1”. A Log informou no balanço que adquiriu um grande terreno em Betim (MG) e começou a construção de um galpão para uma siderúrgica.
O BBA destacou que o lucro líquido avançou 36% no 1º trimestre, outro dado positivo. Segundo o BBA, é possível que a epidemia do coronavírus até dê impulso aos negócios da Log, porque mais companhias de comércio eletrônico deverão alugar ou comprar galpões industriais e centros de distribuição nas regiões metropolitanas. O BBA mantém a recomendação outperform – acima da média do mercado, com preço-alvo de R$ 24,00 para a ação em 2020.
OdontoPrev (ODPV3, R$ 15,00, -6,25%)
A Odontoprev teve um lucro líquido atribuível aos acionistas de R$ 75,2 milhões no primeiro trimestre de 2020, queda de 22,8% frente os R$ 97,4 milhões apurados no mesmo período de 2019. A receita da companhia subiu 0,3%, indo de R$ 453,6 milhões para R$ 455 milhões.
O Ebitda teve queda de 21,2%, a R$ 111,5 milhões. Em termos ajustados, foi de R$ 112,2 milhões, queda de 7,6%. A margem Ebitda ajustada foi de 24,7%.
A companhia teve 7,4 milhões de beneficiários no período, com mais 64 mil clientes no trimestre. A taxa de sinistralidade foi a 45,8% frente a taxa de 44,6% no quarto trimestre.
O banco Itaú BBA avaliou como Neutro o resultado do 1º trimestre de 2020 publicado pela Odontoprev. Segundo o BBA, embora o lucro líquido tenha avançado acima das expectativas, as vendas de planos para clientes individuais foram fracas, com a perda de 5,8 mil clientes.
O BBA destacou que houve avanço nas vendas de planos corporativos, com a adesão de 77 mil clientes. O BBA destacou que a empresa aumentou as provisões em R$ 24 milhões, possivelmente prevendo uma piora do cenário no segundo trimestre, por causa dos impactos da epidemia sobre a economia. O BBA preferiu manter a nota market perform – média do mercado, com preço-alvo de R$ 17,00 para a ação ODPV3 em 2020, uma alta de 6,3% sobre o preço de ontem na B3.
CTEEP (TRPL4, R$ 19,43, +0,05%)
O banco Itaú BBA avaliou como positivo o balanço do 1º trimestre de 2020 publicado pela Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP). Segundo o BBA, tanto o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 600 milhões, como o lucro líquido de R$ 308 milhões, vieram acima das projeções do banco. Segundo o BBA, a CTEEP reduziu as despesas financeiras e aproveitou as vantagens fiscais do marco regulatório, fatores que ajudaram no bom desempenho da transmissora paulista. O BBA mantém, contudo, a nota underperform – abaixo da média de mercado – para a CTEEP. O preço-alvo da ação para 2020 é de R$ 22,00, uma alta de 13,3% sobre o preço de ontem na B3.
BRF (BRFS3, R$ 19,39, -4,86%)
O banco Bradesco BBI rebaixou a BRF para neutra. O BBI alega que as ações da BRF tiveram desempenho acima da média, mas agora o cenário mudou, com os desafios da epidemia da Covid-19, que já levaram a fechamentos temporários de plantas da empresa. O BBI também observa que as granjas tendem a reduzir a produção de frangos, mesmo com a redução do preço dos grãos, usados como alimentação dos animais. “A redução dos preços dos grãos deve começar a ter efeitos apenas no começo de 2021. Nós também estamos preocupados com um possível impacto da epidemia sobre a cadeia de suprimentos”, comenta o BBI. O banco manteve, contudo, o preço-alvo da ação BRFS3 em R$ 22,00 – alta de 8% sobre o preço de ontem na B3.