SÃO PAULO – A sessão foi de queda para o Ibovespa, com os investidores repercutindo a decisão de política monetária do Fomc e as falas de Jerome Powell, presidente do Federal em coletiva, além de seguirem atentos aos desdobramentos do coronavírus para a economia mundial.

Entre os maiores destaques do índice, atenção para o Santander Brasil (SANB11): a unit chegou a subir até 3% após o resultado do quarto trimestre de 2019 considerado positivo, mas zerou os ganhos durante a manhã e fechou com perdas de cerca de 2%, seguindo a maior aversão ao risco do mercado. Já a WEG (WEGE3), que avançou cerca de 5% com a elevação de recomendação pelo HSBC, diminuiu os ganhos no final do pregão.

Petrobras (PETR3;PETR4) e Vale (VALE3), que registravam leve alta no início do pregão com a recuperação das commodities, fecharam entre leves ganhos e perdas, com as cotações do petróleo e do minério perdendo força. Frigoríficos tiveram mais uma sessão de baixa, também repercutindo o impacto do coronavírus para as exportações para a China, Marfrig (MRFG3) e JBS (JBSS3) tiveram queda respectiva de 4,06% e 2,84%.

As maiores quedas são de ações que subiram forte na véspera, caso de Azul (AZUL4), que avançou mais de 8% com a notícia de subarrendamento de jatos da Embraer (EMBR3) e da Sabesp (SBSP3), que subiu mais de 4% após a fala de João Doria, governador de São Paulo, de que o governo estuda a privatização da estatal de saneamento uma vez aprovado o marco regulatório do setor.

Contudo, o grande destaque ficou para a MRV (MRVE3), que subiu 4,67% para R$ 21,05, depois que a empresa iniciou vendas totalmente digitais.

Confira os destaques:

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
MRVE3 4.67429 21.05
HYPE3 2.78024 34.75
RADL3 2.72283 128.27
RENT3 2.55198 54.25
KLBN11 1.53625 21.15

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
FLRY3 -4.12308 31.16
AZUL4 -4.06986 59.87
MRFG3 -4.06223 11.1
CIEL3 -4 6.96
BRKM5 -3.86304 32.85

Santander Brasil (SANB11)

O Santander Brasil teve lucro líquido de R$ 3,748 bilhões no quarto trimestre deste ano,  alta de 3,9% frente aos três meses anteriores, quando o ganho havia ficado em R$ 3,608 bilhões. Já o lucro gerencial, que exclui fatores extraordinários, ficou em R$ 3,726 bilhões nos últimos três meses do ano passado, enquanto o lucro societário foi de R$ 4,75 bilhões no período.

No acumulado de 2019, o lucro líquido foi de R$ 14,181 bilhões, alta de 16,6% na comparação com 2018 (quando foi de R$ 12,166 bilhões). Já o lucro gerencial alcançou R$ 14,55 bilhões, 17,4% superior.

O  balanço patrimonial consolidado cresceu 6,4% em 2019 para R$ 857,5 bilhões. O passivo do banco, contudo, cresceu na mesma linha de 6,4% para R$ 785,7 bilhões. Os resultados de exercício futuros caíram de R$ 337 milhões para R$ 285,2 milhões, um recuo de 15,4%.

A carteira de crédito do Santander Brasil teve expansão de 15,3% para R$ 352 bilhões. Deste total, a parte pessoa física avançou 17,2%, de R$ 132,5 bilhões em 2018 para R$ 155,3 bilhões em 2019. A carteira de crédito para pessoas jurídicas cresceu 13% para R$ 138,3 bilhões.

O total da carteira ampliada foi de R$ 432,5 bilhões (incluindo outras operações financeiras), uma expansão de 11,8% sobre os R$ 386,7 bilhões do ano anterior; a provisão para créditos de liquidação duvidosa subiu 13,9%, de R$ 18,7 bilhões para R$ 21,4 bilhões em 2019. O total da carteira de crédito líquida avançou 11,7% no ano passado, de R$ 367,9 bilhões em 2018 para R$ 411,1 bilhões em 2019. A margem financeira gerencial foi de R$ 12,24 bilhões nos últimos três meses de 2019.

De acordo com o Morgan Stanley, os resultados operacionais do banco foram positivos no Brasil, também destacando a aceleração da carteira de crédito. Já entre os pontos negativos, os analistas do banco apontaram a manutenção das margens financeiras.

O Safra também destacou que os resultados do Santander foram bons, em especial para operações de crédito (volumes e inadimplência), mas também no controle de despesas. O ponto de atenção no resultado foi um crescimento mais fraco da receita de serviços devido a pressões competitivas em alguns segmentos, mas também atribuído pela alta base comparativa no quarto trimestre do ano anterior.

MRV (MRVE3)