O Banestes informou que o número de clientes cresceu 3,3% em 2019, para 1,15 milhão de pessoas físicas e jurídicas. O retorno sobre os ativos totais médios (ROA) ficou em 0,8% no final de 2019, em leve queda de 0,1 ponto porcentual sobre o último trimestre de 2018.
JBS (JBSS3)
A JBS anunciou a aquisição de uma participação acionária na empresa americana Empire Packing Company L.P., para comprar cinco frigoríficos e a marca Ledbetter nos Estados Unidos. A aquisição foi feita pela subsidiária da JBS nos EUA, a JBS USA, que pagará US$ 238 milhões (R$ 1,023 bilhão) nos ativos. A aquisição inclui cinco frigoríficos, em Cincinnati (Ohio), Mason (Ohio), Denver (Colorado), Memphis (Tennessee) e Olympia (Washington) e a marca Ledbetter.
Weg (WEGE3)
A Weg, indústria de geradores, motores elétricos e bens de capital sediada em Jaraguá do Sul (SC) divulgou na manha de hoje seu balanço. Os números do quarto trimestre vieram fortes, com expansão de dois dígitos. O lucro líquido da empresa cresceu 49,3% para R$ 500 milhões no período – sobre igual trimestre de 2018. A receita líquida de vendas avançou 20,9% para R$ 3,77 bilhões, expansão de 20,9% sobre igual trimestre do ano anterior.
Já o EBITDA foi de R$ 666,4 milhões no quarto trimestre, crescimento de 15,1% sobre igual trimestre do ano anterior. A Weg explicou que a alta do dólar teve um impacto positivo sobre as suas receitas provenientes das exportações. No período, o mercado externo representou 57% das vendas da Weg. A empresa informou que investiu pouco mais de R$ 180 milhões no aumento da capacidade produtiva, especialmente na fábrica chinesa, que produz motores industriais.
No resultado fechado de 2019, os números da Weg também vieram robustos. O lucro líquido cresceu 20,6% sobre 2018, para R$ 1,6 bilhão. A receita líquida teve expansão de 11,5% para R$ 13,3 bilhões, enquanto o EBITDA avançou 23,1% para R$ 2,2 bilhões. A empresa informou que reduziu seu endividamento de R$ 4,4 bilhões no final de 2018 para R$ 3,5 bilhões no final de 2019.
A Weg comunicou que pagará dividendos complementares no valor de R$ 351,8 milhões aos acionistas. Segundo a empresa sediada em Jaraguá do Sul (SC), o pagamento será feito em 11 de março deste ano. Para receber os dividendos, o acionista precisa manter suas ações até o dia 25 de fevereiro.
Em outro comunicado, a Weg informou que recomprará 250 mil ações ordinárias suas que estão em circulação no mercado. A empresa afirma que as ações serão guardadas na tesouraria ou alienadas no futuro. Os papéis serão comprados na B3 durante o prazo de um ano, a partir de hoje. O Bradesco será o intermediário na operação.
Gerdau (GGBR4)
A siderúrgica Gerdau publicou balanço na manhã de hoje e comunicou que o seu lucro líquido no quarto trimestre de 2019 teve uma queda de 73,8% sobre igual período do ano anterior, para R$ 102 milhões. O lucro líquido ajustado ficou menor, de R$ 61 milhões – queda de 80,4% sobre os R$ 312 milhões do quarto trimestre de 2018. O EBITDA ajustado da siderúrgica recuou 19,4% no quarto trimestre de 2019 para R$ 1,1 bilhão – a comparação é sobre igual período de 2018. A Gerdau atribuiu as quedas aos preços em baixa do aço no mercado internacional – é uma empresa com exposição grande nos Estados Unidos.
A receita líquida da Gerdau no quarto trimestre do ano passado foi de R$ 9,53 bilhões, queda de 12,5% na base de comparação anual. No ano, a receita foi de R$ 39,644 bilhões, queda de 14,1% comparado com 2018.
A produção de aço bruto foi de 2,95 milhões de toneladas, em queda de 8,4% na comparação ano a ano. O lucro líquido consolidado e ajustado da Gerdau em 2019 foi de R$ 1,29 bilhão – recuo de 48,3% sobre 2018.
A empresa informou que pagará dividendos de R$ 51 milhões aos acionistas em 11 de março deste ano. Só receberão dividendos os acionistas que mantiverem ações GGBR4 até o dia 28 de fevereiro. Embora os números da Gerdau pareçam negativos, não são em comparação a outras siderúrgicas. O endividamento líquido da companhia, em 31/12/2019, era de R$ 9,75 bilhões, em queda sobre os R$ 11,5 bilhões que devia em 31/12/2018. A relação dívida líquida sobre o EBITDA, no final do ano passado, estava em 1,6 vezes (1,6x). Segundo a Gerdau, 90% da dívida é de longo prazo.