A Engie Brasil comunicou na noite de ontem que obteve um lucro líquido de R$ 617,5 milhões no quarto trimestre do ano passado. O resultado representou uma queda de 18,9% em comparação a igual período de 2018. A empresa publicou balanço do resultado consolidado de 2019.
No ano passado, a Engie teve lucro líquido de R$ 2,3 bilhões, uma leve queda de 0,2% sobre 2018. Os resultados da Engie incluem a aquisição da TAG, que foi um fato não recorrente. A Engie Brasil comprou a TAG – Transportadora Associada de Gás S.A., em parceria com suas matrizes, a francesa Engie S.A. e a canadense Caisse de Dépôt et Placement Du Québec (CDPQ). Os franceses e os franco-canadenses, além da sua subsidiária brasileira, pagaram R$ 35 bilhões na TAG, vendida por uma subsidiária da Petrobras.
Os resultados da Engie mostram que a dívida da empresa cresceu 48,6%, de R$ 6,8 bilhões no quarto trimestre de 2018 para R$ 10,1 bilhões no final de 2019. A empresa informou que pagará dividendos de R$ 949,7 milhões aos acionistas, em data a ser definida por Assembleia.
“Temos uma avaliação positiva dos resultados do quarto trimestre da Engie, dado que o Ebitda ajustado e o lucro líquido vieram acima das nossas expectativas. Além disso, destacamos como positivo o anúncio dos dividendos complementares pela companhia no trimestre, ilustrando o forte perfil de geração de caixa e retorno aos acionistas da companhia. Entretanto, consideramos que a qualidade da gestão e dos ativos da Engie já está mais do que precificada no preço atual das ações, razão a qual mantemos uma recomendação neutra”, avalia a XP.
Já o Credit Suisse apontou que os números de Engie vieram em linha e podem ser descritos como um “relógio suíço”.
Iguatemi (IGTA3)
A administradora de shopping centers Iguatemi publicou balanço ontem à noite e informou que seu lucro líquido no quarto trimestre de 2019 foi de R$ 111,8 milhões, um crescimento de 47% sobre igual período de 2018. O lucro líquido do ano inteiro de 2019 cresceu 20,7% para R$ 314,3 milhões.
O EBITDA da Iguatemi teve expansão de 13,8% em 2019, sobre o ano anterior, para R$ 635,7 milhões. a Iguatemi informou que encerrou 2019 com uma dívida total de R$ 2,3 bilhões, mas também com disponibilidade de caixa de R$ 1 bilhão. Segundo a Iguatemi, a receita obtida com aluguéis das lojas nos shoppings cresceu 4,1% no ano passado para R$ 1,08 bilhão.
A Iguatemi reportou resultados marginalmente abaixo das expectativas em linhas gerais, aponta a XP, apesar de ainda ter apresentado evolução sequencial nos principais indicadores. A leitura exclui a venda do shopping Iguatemi Florianópolis, que contribuiu com R$ 58,9 milhões.
Do lado positivo, a ocupação apresentou melhora sequencial em relação ao terceiro trimestre de 2019, atingindo 94%, e as vendas mesmas lojas (SSS) cresceram em um robusto patamar de 5,7% na comparação anual.
Além disso, aluguel percentual e temporário também expandiram em um ritmo saudável. Por outro lado, o aluguel mínimo apresentou crescimento tímido, e o aluguel mesmas lojas (SSR) cresceu 5,2%. “Em resumo, apesar de reconhecermos avanços sequenciais importantes em algumas das principais linhas, a velocidade de recuperação tem sido mais gradual que a esperada”, avalia a equipe de análise.
Já o Credit Suisse aponta que o resultado do Iguatemi veio forte, marcado por uma performance operacional muito boa. O indicador SSS, de vendas nas mesmas lojas veio maior que o esperado em 5,7% e de vendas nas mesmas áreas, SAS, totalizou 7,4%, enquanto a taxa de ocupação aumentou pra 94% (versus 92,4% no terceiro trimestre), enquanto o custo de ocupação caiu 40 bps na base anual e a inadimplência liquida veio negativa em 0,8% . Do lado negativo, aponta o banco, a receita de aluguel foi abaixo do esperado e o grande aumento de custos fez com que os lucros viessem abaixo da expectativa.
Banestes (BEES3)
O Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) divulgou ontem balanço na CVM e informou um lucro líquido de R$ 214 milhões em 2019, um resultado 18,1% superior ao de 2018. O Banestes é um dos poucos bancos estatais de governos estaduais que sobraram no país. Segundo o banco, o resultado alcançado no ano passado foi um resultado “recorde”.
No quarto trimestre de 2019, o lucro líquido foi de R$ 47 milhões, 4,1% maior que em igual trimestre do ano anterior. No quarto trimestre de 2019, as despesas administrativas do Banestes cresceram 6,7% para R$ 175 milhões. Segundo o balanço, o Banestes somou ativos totais de R$ 23,7 bilhões no quarto trimestre do ano passado, queda de 15% sobre o quarto trimestre do ano anterior. O banco estatal capixaba informou, contudo, que a carteira de crédito ampliada cresceu 15,8% no quarto trimestre de 2019, sobre o ano anterior, para R$ 6,8 bilhões.