O setor de tintas e vernizes, segundo a empresa, foi bem em janeiro e fevereiro, mas em março a empresa sentiu uma redução na demanda, principalmente das construtoras, por causa da chegada da epidemia do coronavírus.

Cia. Hering (HGTX3, R$ 15,38, +0,59%)

A Cia. Hering informou ter reiniciado gradualmente a reabertura de lojas físicas em localidades específicas.

“Atualmente, 104 lojas físicas da companhia já retomaram suas atividades comerciais e encontram-se abertas, seguindo as regras locais, além da implementação de todas as medidas necessárias de higiene e distanciamento social, de modo a garantir a segurança de todos os envolvidos”, destaca a companhia.

O número de lojas em operação será diariamente revisado, ampliado ou reduzido, na medida em as autoridades competentes permitam ou restrinjam o seu funcionamento, de forma a garantir a segurança para a preservação da saúde dos colaboradores, clientes, fornecedores e da comunidade, apontou ainda.

Adicionalmente, o centro de distribuição em Anápolis/Goiás, retornou as atividades no dia 20 de abril, após avaliação criteriosa de dados e a adoção de uma série de medidas, como o uso obrigatório de máscaras e medição de temperatura de todos colaboradores. Vale destacar, que o centro de distribuição de Blumenau (SC), permaneceu operando com capacidade reduzida com foco nas operações de e-commerce e key accounts.

Embraer (EMBR3, R$ 8,82, +7,96%)

A Fitch rebaixou o rating da Embraer de BBB- para BB+, com isso a empresa perdeu o grau de investimento para essa agência, indo para “junk”. Em comunicado, a Fitch informou também que retirou a nota de observação para eventual rebaixamento, mas atribuiu perspectiva negativa.

A ação reflete os “fortes ventos contrários” para a indústria de avaliação civil por causa da pandemia de coronavírus, diz a Fitch. Além disso, ela comenta que o cancelamento do acordo com a Boeing se traduzirá em “desafios adicionais” para a posição competitiva de médio para longo prazo da empresa brasileira, embora isso também abra a possibilidade de arranjos com outras companhias. A Fitch diz que seu cenário base não inclui qualquer reembolso pela Boeing, diante da discussão atual entre as partes e da incerteza sobre o momento de algum eventual pagamento pela não realização do negócio.

A perspectiva negativa é fruto das “elevadas incertezas” no setor de aviação e também diante do risco de que continuem a vigorar medidas de distanciamento mais adiante no segundo semestre de 2020 e no início de 2021, aponta a Fitch.

Hapvida (HAPV3, R$ 54,35, +1,77%) 

A operadora de planos de saúde Hapvida, uma das maiores do país, lançou um programa de recompra das ações que estão no mercado. A Hapvida informou que pretende recomprar pouco mais de 21,7 milhões de ações ordinárias durante 18 meses, a partir de ontem. Segundo a empresa, as operações serão intermediadas pelas corretoras dos bancos Itaú, Bradesco e Santander Brasil. No total, a Hapvida estima que possua mais de 217 milhões de ações ordinárias no mercado. “A administração da companhia definirá a oportunidade e a quantidade de ações a serem efetivamente adquiridas”, comentou a empresa.

Petrobras (PETR3, R$ 19,00, +5,44%;PETR4, R$ 18,20, +5,51%)

A Petrobras comunicou na noite de ontem que mudará a sua métrica para medir o endividamento da empresa. O Conselho de Administração da estatal afirmou que levará em conta, para o período 2020-2024, não mais a relação dívida líquida sobre o Ebitda – lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização, mas sim a própria dívida bruta em dólares. Muitas petrolíferas calculam endividamento e outros dados financeiros em dólares, que é a moeda usada nos mercados internacionais do petróleo e gás natural.

“A revisão da métrica considerou a alta volatilidade do indicador dívida líquida-Ebitda, extremamente sensível à volatilidade do Brent, e o foco da administração da companhia na redução da sua dívida total”, informou a empresa em comunicado.

“A meta aprovada de dívida bruta para 2020 é de US$ 87 bilhões, mesmo patamar de fechamento de 2019, devido à adversidade no cenário global atual, em função dos impactos decorrentes da pandemia do Covid-19 e dos choques nos preços do petróleo”, explicou a estatal. “Cabe ressaltar que a Petrobras continua a perseguir a metade de redução da dívida bruta para US$ 60 bilhões”.

O banco Morgan Stanley avaliou que a mudança da métrica do endividamento feita pela Petrobras é bem-vinda porque “persiste o ambiente desafiador nos mercados do petróleo”. O banco avalia que a Petrobras possui “um portfólio diversificado e uma posição forte de caixa líquido para atravessar a crise sem maiores preocupações”. O Morgan Stanley mantém a nota overweight – acima da média – para a petrolífera brasileira.

BRF (BRFS3, R$ 20,38, +0,34%)