A RD apontou que o serviço de compra e retirada já está disponível em 100% das lojas, e o número de lojas com entregas totalizou 191 lojas em 46 cidades no final de março, frente a 131 lojas em 27 cidades no final do ano.

A companhia ainda reiterou seu guidance para 2020, projetando 240 aberturas brutas de lojas. A RD inaugurou 39 lojas e fechou 5 no primeiro trimestre deste ano.

Segundo Pedro Fagundes, analista de varejo da XP Investimentos, o resultado positivo, com lucro 23% acima da sua expectativa. “A combinação de (i) forte aceleração no ritmo de crescimento de vendas, acompanhada de expansão de margem e (ii) progresso importante na agenda digital são notícias positivas que devem suportar o otimismo em relação às ações. Entretanto, ressaltamos que a desaceleração a partir do final de março é um ponto chave a ser monitorado”, aponta o analista.

O Bradesco BBI comentou que os resultados da rede de farmácias Raia Drogasil, uma das maiores do país, vieram sólidos e sob alguns aspectos acima das projeções de mercado. O BBI ressalta que o varejo farmacêutico se mostrará um dos mais “resilientes” no atual momento da epidemia do Covid-19. “Os resultados da RD vieram acima das nossas expectativas, com um crescimento de 11% nas vendas nas mesmas lojas e de 25,3% na receita. O Ebitda da Raia Drogasil foi particularmente forte, com uma expansão de 40% sobre o 1ºtrimestre do ano passado”, avalia o BBI. Segundo o banco, o trunfo da Raia Drogasil para crescer em meio à epidemia do coronavírus é justamente a abertura de lojas. A empresa abriu 39 drogarias no 1º trimestre e planeja abrir no total 220 neste ano. O BBI mantém a nota Neutra e o preço-alvo de R$ 110,00 para a ação RADL3 em 2020.

Minerva (BEEF3, R$ 12,30, +3,36%)

A Minerva Foods teve lucro líquido de R$ 271 milhões no primeiro trimestre deste ano, revertendo prejuízo de R$ 31,4 milhões em igual período de 2019.

A receita bruta consolidada foi de R$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre, enquanto a receita líquida totalizou 4,1 bilhões de reais, alta de 11,8% na base de comparação anual.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), por sua vez, somou R$ 381,5 milhões, 16% maior frente igual intervalo de 2019.

A divisão Brasil foi responsável por 48% do faturamento; a Athena Foods – que opera no Uruguai, Paraguai, Colômbia, Chile e Argentina – contribuiu com 43% do total.

Weg (WEGE3, R$ 41,40, -0,43%)

A Weg, uma das maiores fabricantes de bens de capital do Brasil, informou que obteve um lucro líquido de R$ 440 milhões no primeiro trimestre de 2020, uma expansão de 43,4% em comparação ao primeiro trimestre de 2019. A receita líquida da companhia avançou 26,7% no primeiro trimestre deste ano, sobre igual período de 2019, para R$ 3,7 bilhões. Já o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 619,1 milhões, uma alta de 34,1% sobre o primeiro trimestre de 2019. A margem Ebitda avançou 1 ponto porcentual, de 15,7% no primeiro trimestre de 2019 para 16,7% no primeiro trimestre deste ano. O Retorno sobre o Capital Investido (ROIC) foi de 20,7% no primeiro trimestre deste ano, 2,7 pontos porcentuais superior a igual período do ano passado. A Weg destacou que seus resultados foram poucos afetados pela pandemia do Covid-19, com a exceção do fechamento de fábricas na China em fevereiro.

A companhia industrial catarinense ressaltou, contudo, que é difícil projetar quais serão os impactos da pandemia nos seus resultados nos próximos trimestres. A Weg destacou que a forte desvalorização da moeda brasileira frente ao dólar favoreceu seus resultados – a empresa é uma grande exportadora. “A receita do mercado externo foi positivamente impactada pela variação do dólar norte-americano, que passou de R$ 3,77 no último trimestre de 2019 para R$ 4,47 no primeiro trimestre de 2020, com uma valorização de 18,5% sobre o Real”, destacou a empresa.

Do total de R$ 3,7 bilhões faturados, cerca de R$ 1,6 bilhão o foram no mercado interno brasileiro, uma expansão de 35,2% sobre o primeiro trimestre de 2019; já o mercado externo representou R$ 2 bilhões da receita, ou 54% do total, representando um crescimento – em Reais – da ordem de 20,3%. Considerando a receita líquida em dólares obtida no exterior, houve pouca variação: o faturamento avançou 1,6% no primeiro trimestre de 2020, sobre 2019, para US$ 451,7 milhões no período. Segundo a Weg, a empresa pôde sentir no primeiro trimestre uma retomada da indústria brasileira, com o aumento de encomendas de bens de capital da parte dos setores de papel e celulose e agroindústria. A Weg destacou que os setores mais representativos das suas vendas no trimestre no Brasil foram de equipamentos de geração, transmissão e distribuição de energia; equipamentos eletroeletrônicos industriais; e motores comerciais e appliance.