Para o Itaú BBA, a Vale reportou “números relativamente em linha” com as expectativas para o trimestre. O BBA crê que a mineradora entregará melhores resultados nos próximos trimestres, em parte pela redução nos custos dos fretes do minério de ferro, em parte pela redução das provisões para Brumadinho. O BBA também mantém nota outperform e preço-alvo de US$ 12 para o ADR da Vale na NYSE.
O Morgan Stanley comentou que o Ebitda da Vale chegou em linha na maioria dos setores. Além da queda nas provisões para Brumadinho, o Morgan ressaltou como fatores positivos a queda no preço dos fretes marítimos e o aumento do preço do níquel, que favoreceu a Vale – a empresa tem minas de níquel no Canadá. Como aspecto negativo, o banco notou que a Vale teve forte queda no fluxo de caixa. O Morgan mantém a recomendação overweight – acima da média de mercado, com preço-alvo de US$ 13. “A ação da Vale está muito barata para ser ignorada”, comentou o banco no final.
Cielo (CIEL3, R$ 4,23, +1,20%)
A Cielo registrou um lucro líquido de R$ 166,8 milhões no primeiro trimestre de 2020, queda de 69,4% na comparação com igual período do ano anterior, quando lucrou R$ 544,77 milhões, informou a companhia nesta terça-feira (28).
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês), ficou em R$ 573,8 milhões no período, queda de 30,7% na base de comparação anual e abaixo da estimativa do consenso Bloomberg de R$ 642 milhões.
A receita líquida operacional do período totalizou R$ 2,83 bilhões, alta de 2% na comparação com os R$ 2,774 bilhões do ano anterior e com uma redução de e uma redução de 4,9% em relação ao trimestre anterior. “Em relação ao quarto trimestre, a redução do volume transacionado, e consequentemente da receita, ocorreu devido à sazonalidade do negócio de adquirência da Cielo, da gestão de cartões da
Cateno, assim como pelos primeiros efeitos da pandemia [de coronavírus]”, afirmou a companhia.
A companhia ainda informou que resolveu alterar a periodicidade do pagamento de dividendos e/ou juros sobre o capital próprio do exercício de 2020 de trimestral para anual. Confira mais clicando aqui.
A XP destacou que a Cielo reportou fracos resultados para o primeiro trimestre de 2020. “A queda reflete tanto o aumento na competição, quanto os efeitos já esperados de queda dos volumes neste primeiro trimestre devido à pandemia do coronavírus. Reiteramos nossa recomendação neutra e preço-alvo de R$ 5,0 por ação”, avaliam os analistas.
O Bradesco BBI comentou que os resultados da Cielo vieram em linha com as estimativas, mas abaixo do consenso do mercado, que talvez não receba bem os números da empresa de cartões de crédito e meios de pagamento. “O lucro líquido de R$ 167 milhões no 1º trimestre chegou em linha com nossa estimativa, mas bem abaixo do que projetava o mercado (R$ 232 milhões)”, comentou o BBI. Como aspecto positivo, o BBI observa que a Cielo parece estar mirando em “clientes de melhor qualidade”, o que pode levar a resultados melhores nos próximos trimestres.
O BBI alerta que a crise do coronavírus, cujos resultados só começaram a impactar o setor no final de março, deverá mostrar efeitos mais negativos no 2º trimestre sobre todas as empresas do segmento, não apenas a Cielo. “É possível que as empresas mostrem prejuízo no 2º ou no 3º trimestre, essa é uma possibilidade”, avalia o BBI. O banco manteve a nota Neutra para a Cielo mas cortou o preço-alvo da ação de R$ 5,50 para R$ 5,00 em 2020.
RD (RADL3, R$ 108,58, -1,78%)
A companhia de farmácias RD teve um lucro líquido de R$ 152,8 milhões no primeiro trimestre de 2020, alta de 45% na comparação com os R$ 105,5 milhões registrados em igual período de 2019. O Ebitda ajustado foi de R$ 369,35 milhões, alta de 36,7%.
A receita bruta foi de R$ 5,2 bilhões, com crescimento de 25,3% (11,5% para lojas maduras no varejo). A margem Ebitda ajustada foi de 7,1%, alta de 0,6 ponto percentual.
Conforme destacou a companhia, a pandemia do coronavírus teve um impacto profundo nas operações no mês de março. “Com o aumento da demanda digital, nosso volume de atendimentos quase triplicou. O início da transformação digital em 2019 provou ser fundamental, nos permitindo alavancar as funcionalidades, performance e experiência dos nossos aplicativos e sites por meio dos times ágeis, bem como preparar a infraestrutura omnichannel com até um ano de antecedência, a qual vem sendo ampliada desde o início da pandemia”, destacou a empresa no release de resultados.