Segurança é algo que se ganha com o tempo, então Burns acredita que a tendência ainda é algo que tem muito a evoluir. Para ele, a questão principal sobre o assunto é saber implementar a tecnologia de forma a estimular a criatividade e criar mais acesso aos artistas e ao público. O benefício nasce do desejo de “ultrapassar limites e desafiar suposições e o status quo, como os artistas fizeram com sucesso ao longo da história”, destaca Burns. 

A galerista Luisa Strina adiciona o fato de que “arte de qualidade não segue tendência”. Para ela, a diferença na exposição de obras com ou sem o uso de inteligência artificial está na intenção e mensagem do artista. Se ele realiza algo apenas porque está na moda, sua criação perde a veia artística. Já o artista que utiliza a tecnologia para alimentar e atualizar suas próprias inquietações dá sentido e vida à sua obra. “Usada com coerência conceitual e estética, as novas tecnologias abrem uma porta para pesquisas que ainda não foram feitas na arte”, revela. 

Para Luisa, o público enxerga e sente tudo isso. “Ele reage à potência da arte; responde à qualidade (formal, técnica e conceitual), não ao aparato utilizado”. Assim, o sucesso do casamento entre os dois mundos ainda depende do homem e de sua criatividade e senso crítico. 

Divulgação
A instalação suspensa no canto esquerdo se move de acordo com a emoção dos espectadores

A temática ainda trata de pioneirismo. Mesmo com exposições no MoMa (Museu de Arte Moderna), em Nova York, e a expansão pelo mercado, a tecnologia nesse campo ainda é muito nova. Katia conta que ainda depende de muitas influências externas que atrapalham no funcionamento perfeito da tecnologia. Luz, internet, barulho, lotação, tudo isso influencia na forma como a obra cognitiva vai lidar com o espectador e por isso ela sonha com futuros trabalhos autônomos. 

“Melhorar um pouco a cada exposição”, diz. Seja na fase de calibramento, na colocação do motor ou nos estudos para criação de uma máquina que não dependa de nenhuma influência externa, Katia olha para o futuro, mas também enxerga beleza nos pequenos defeitos do presente. “A instalação não deve ser perfeita, assim como o ser humano não é. O ser humano é frágil e a arte também pode ter essa vulnerabilidade. Isso aproxima ainda mais o público da obra”, finaliza.

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Fonte: Forbes

 

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